Dilúvio educativo
Mais uma vez a realidade dá lição na cena política: a tormenta que atingiu Curitiba, anteontem, mostrou que nessa hora a prefeitura e o Estado se unem para atender vítimas e desabrigados. Essa é uma lama pedagógica e a que coloca Requião e Beto Richa e seus áulicos num permanente rosnar, teatral e bufa, uma patologia que a chuva, com suas abluções, tenta emendar.

Mancha
Todos detectaram a mancha de óleo que foi do Rio Belém ao Iguaçu, mas a da Sanepar continua quase invisível e em dissipação.

Reforma
Fica visível que é mais fácil, por existência de quadros, ao prefeito Beto Richa substituir seu secretariado do que o governador Requião. Como também, e isso é óbvio, inaugurar obras.

Nipo
Na homenagem ao pintor e chargista, pioneiro do ''mangá'', Cláudio Seto, houve referência aos problemas que atingiram a comunidade nipo-brasileira na 2 Guerra Mundial: tivemos aqui e nos States campos de concentração. Lá, em função do ataque a Pearl Harbor, aqui pelas ações da Shindo Remei, organismo secreto olhado como colaboracionista ao Eixo.

Coringa
Como se especulou que poderia entrar água na nomeação do Balbinotti já se fala em Reinhold Stephanes, que lidou na área estadual e federal e é uma espécie de ''coringa'' porque poderia ir para a Saúde ou a Previdência. Mais um paranaense de adoção como Alceni Guerra e Karlos Rischbieter.

Violência
Mais um relatório sobre direitos humanos (USP) dá ao Paraná uma liderança negativa na região Sul. Nem a obtenção desses troféus faz o governo se mexer. Parece tomado pela catatonia ao guardar distância olímpica do flagelo como se nada tivesse a ver com o que está ocorrendo.

Folclore
Chefia de Polícia, posto correspondente ao de secretário de Segurança, já não é mais escala em carreira política. O único bem-sucedido foi Ney Braga, que deu aí a sua partida para chegar a prefeito de Curitiba em 1954 e decolar. E foi pela eficiência e habilidade com que administrou o primeiro sequestro de taxista, cujo corpo foi lançado na represa do Voçoroca, que se credenciou com a prisão do assassino, e também nas relações com a massa estudantil ao ponto de numa época tensa receber homenagens da UPE, então presidida por José Richa, que seria seu oficial de gabinete no Palácio Iguaçu e dirigiria a Juventude Democrata Cristã internacional. Vários tentaram a carreira por aí, o último deles o Moacir Favetti, delegado da Polícia Federal.

Estagnação
O setor de planejamento do Paraná está fora de cena há muito. O PAC é uma oportunidade. Basta ativar a retaguarda desprestigiada do Ipardes. O novo secretário, Ênio Verri (PT), está disposto a fazê-lo. Tudo o que é sério se torna dispensável em governo voltado para o espetáculo meramente político.

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