LUIZ GERALDO MAZZA
Ministerial quatro vezes
O Paraná está pela quarta vez no Ministério da Agricultura: a primeira com Munhoz da Rocha, em 1955; a segunda com Ivo Arzua no regime militar, a terceira com Zé Eduardo de Andrade Vieira e agora o Balbinotti.
Atribui-se extrema importância nos bastidores em favor de Odílio Balbinotti a ação do ex-coordenador da bancada paranaense José Borba, que esteve no centro do caso do mensalão e por isso Requião e o PMDB lhe negaram legenda. Projetados no caso dos pianistas, tocaram agora orquestradamente no mesmo tom. Resta que haja compensações, mesmo que seja piano piano si va lontano, na base do devagar se vai ao longe.
Ibope
Às vezes a pressão arterial está bem melhor do que o Ibope. A febre também.
Espelho mágico
Não dá para dizer que a TV Educativa seja um espelho mágico, embora sirva apenas aquele que a consulta.
Celular
Um celular na prisão pode ser mais eficaz que uma metralhadora.
Esfinge
Pior do que a Esfinge, que devora quem tenta decifrá-la, o maior poder é de quem pode demitir e admitir e assim impor a obediência.
Folclore
Há níveis de servidão tão extremos, mas compensados pela fantasia de que os fâmulos são quase tão importantes quanto o chefe, que resta a sensação de que a escravatura era menos indigna, pois ao menos os cativos não tinham ilusões sobre a sua obediência e nem se alienavam com ela, julgando-se outra pessoa, bem melhor do que a aparência.
Êta nó
O Paraná tinha tudo para tirar o máximo partido do ciclo econômico do etanol, mas pelo jeito vai ficar no êta nó: há anos o governo promete o terminal sucroalcooleiro e nada faz, o mesmo se dando com o Cais Oeste, transferido desde a primeira gestão nos anos noventa, da mesma forma que não cuida da dragagem do Canal da Galheta. É nó em série. Nó cego ninguém desata.
Ranking
Estamos bem no ranking da violência e da dengue. Todavia é claro que tal não se deve ao governo. A esse só as coisas positivas.
Quadros
Nem sempre quadrúmanos significam quadros humanos.
Caron
Virou moda e isso aconteceu com Botto de Lacerda usar a expressão não vou dar uma de Caron para pretextar resistência ao governo. Ocorre que a maioria não pode se sobrepor ao comportamento aludido a não ser que isso seja regougado e em resmungos. Todos pegam uma carona no Caron e dele raramente há os que se diferenciam. Fingindo a exceção, confirma-se a regra.





