LUIZ GERALDO MAZZA
Despreparado
A Fiep produziu documento, transformado em livro, sobre a conjuntura nacional, e espera-se que o governo estadual tenha bem delineados os pontos a reivindicar quando o pessoal do PAC vier ao Paraná. Pegará mal qualquer sinal de aturdimento e perplexidade. Não estamos bem nessa área.
Flash
O governo deu rapidamente a sua versão sobre a denúncia de uma tentativa de sequestro partida de uma repartição policial, mas do caso cabeludo da Sanepar nada se sabe, nem em conta-gotas.
Paranóia
Abre a torneira da casa e sai lama em lugar de água. Puxa a descarga é há refluxo de esgoto. Exagero pode ser pedagógico, mas é gêmeo da paranóia.
Existencial
Afinal, desprezada a redundância, a Sanepar está literalmente na fossa. Ela precisa de um psicanalista quando há um dando sopa no porto.
Rotação
Está demonstrado que a rotação de secretarias e empresas públicas é muito saudável: na agricultura houve denúncias da Ceasa, na Cohapar de um trem da alegria de fantasmas. Isso facilita o trabalho do Ouvidor.
Escala
Não tem dimensão para ser governador um prefeito que se apavora com Doático Santos e não olha, com a atenção devida, para a equipe que o cerca.
Folclore
O governo não está por um fio, mas vive sob esse signo, seja nos grampos e que culminaram no caso Rasera ou no Big Brother interno da Sanepar e da Agricultura. Ninguém pode acusar o governo de não ouvir. Na história da terra nunca se ouviu tanto, do público e do privado, como agora.
Quando se sabe demais do lado interno aí convém calar, porque a imagem de austeridade e moralidade sai pelo ralo e retorna ao seu sentido de origem: o efluente de esgotos.
De vagar
O Ministério Público, vagaroso na questão do nepotismo e também (até por cautela processual) no dos grampos, é severamente checado como instituição autônoma nos dois casos porque são constrangedores para o governador. Já na reação ao pedido de arquivamento do nepotismo pelo procurador da Justiça, agiu com o sentido de autonomia como também na exigência de uma força-tarefa para cuidar das escutas telefônicas, logo depois que Requião ameaçou ''despejar'' a PIC de sua sede, como se a estivesse botando a pique.
O coordenador da PIC, Paulo Kessler, está fora da função.
Cais
Primeiro o abate de pombos e depois os editais da construção do Cais Oeste. União havia orçado em R$ 240 milhões a obra e Requião chiou declarando que a faria pela metade e não fez. Agora há um reestudo do projeto que depois dos pombos alçará vôo.





