LUIZ GERALDO MAZZA
Um desvio
Uma das atrações nas estações de tratamento de água da Sanepar era verificar em recipientes os estágios do produto até a cristalinidade. Era um símbolo. O sistema ainda existe, mas no que se refere às patologias do ParanaSan em nosso litoral (obras caras, irregulares, pagas e não concluídas) é tudo opaco.
Bolsas
Reage-se à compra de votos no país como um escândalo, mas o domínio de amplas faixas do eleitorado pela via institucional das bolsas Família e Escola é tido como normal. Transparência, Brasil!
Dúvidas
Há dúvidas hamletianas como a de Hermas Brandão, se assume o TC em prejuízo do cartório, a de Delazari, se fica na Segurança e perde o cargo de promotor, e a de Samek, que pretende ficar em Itaipu, a maior moleza, em lugar de ministérios.
Aliado
Na causa portuária, Requião tem um aliado: José Serra, que deseja concessão, mais do que delegação, no porto de Santos.
Memórias
Karlos Rischbieter, convalescendo de uma pneumonia, terminou um livro de suas memórias. Espera-se que fale com clareza de sua saída do ministério e a forma muito firme com que encarou os áulicos do regime militar.
Sabotagem?
Outro dia a imagem da ''escolinha'', pelo menos na Net, saiu do ar. Ontem em Foz do Iguaçu, Biblioteca Paulo Freire, cortaram o som na hora em que o prefeito MacDonald iria falar.
Folclore
A propósito de MacDonald diz-se em Foz que é uma temeridade convocar o José Bové, troglodita da agricultura orgânica da França e candidato a presidente daquele país, para conhecer as Cataratas. É que certamente ao saber do nome do prefeito faria manifestações como se o burgomestre fosse membro da rede de fast-food, como ele fez junto com os ''punks'' em Paris.
Mercado
O campeonato paranaense de futebol pode ser uma chatice, mas serve de vitrine para quem disputa as séries ''A'' e ''B'' por aqui. Nos de São Paulo a coisa estreita porque há interesses locais em todas as disputas. Dá para lembrar o quanto o Paraná se reforçou com os jogadores da Adap no ano passado.
Barato
Gente do alto escalão municipal de Curitiba considera o subsídio, ainda que caro, de R$ 5 milhões ao mês nas tarifas de transporte coletivo, investimento mais produtivo e fixador do que qualquer outro como propaganda. Além de simular um compromisso de raiz adotado quando substituiu Taniguchi e discordou do reajuste da Urbs que teria que assumir, virou bandeira, embora falsa. Mexer com a ''terceirização'' dos radares nem pensar porque os interesses aí são bem mais complexos e bem estruturados.





