LUIZ GERALDO MAZZA
O passivo jurídico
Além da bronca de exportadores e operadores portuários contra prejuízos decorrentes do bloqueio a transgênicos, das demandas das pedagiadas e daqueles que tiveram contratos rescindidos (Banco Itaú com o bilhão dos precatórios), agora temos a da multinacional Syngenta que entrou com mandado de segurança contra a desapropriação do centro de pesquisas em Santa Tereza DOeste pelo governo estadual. Repercussão em outros centros, pois a empresa está nas bolsas de valores da Suíça e Nova York. Passivo cada vez mais ativo. E passivamente quem pagará esse ônus, amanhã, será o contribuinte.
Se Lula fizesse isso, o risco Brasil iria para o espaço.
Conspirata
De repente a escolinha saiu do ar. Poucos notaram. Os que assistiram fizeram exercícios conspiratórios para explicar uma questão técnica. Aliás as questões técnicas estão sempre em contraponto com o que se vê por lá.
Coprologia
Já se disse que há a maior afinidade entre a análise política no Brasil e as ações de um coprologista (especialista em matéria fecal): é mais fácil achar ovos de lombriga num exame laboratorial do que algo inteligente nos fatos nacionais. Agora Ponta Grossa é posta em destaque no Google Earth por causa do Cocozão, o monumento ao pinheiro na frente da universidade, de mau gosto sublime. Não deixa de ser uma referência coprológica.
Ausência
Requião talvez tenha acertado ao não comparecer ao encontro dos governadores em Brasília. A circunstância pode favorecê-lo em relação a Lula. Também houve o notório domínio do presidenciável Aécio Neves, razão pela qual o outro, José Serra, provavelmente se ausentou.
Folclore
Se estão pensando em montar pousadas para turistas na favela carioca por que não se poderá imaginar a atividade portuária do Paraná como atração para ver aqueles pombos gigantes que fazem sumir as migalhas de soja?
Sanepar
Voltou ao foco aquele célebre voto vencido do advogado Pedro Henrique Xavier na Sanepar contra aditivos contratuais de empreiteiras em obras no litoral. Obras, atrasadas em mais de três anos, vão custar o dobro. Quem dobrou?
Rebelião
A política de porteira fechada, se for levada a cabo, detona regionais do PMDB num momento crucial, o da recuperação do susto do ano passado e o pleito de 2008. Tudo atrapalha a unidade entre governo e aliados e isso nada tem a ver quanto ao deixa disso do governador, ontem, entre o Botto e o Delazari. Pelo jeito a tese do Greca de editar a escolinha pode emplacar.
Atrasados
Delegados de polícia e procuradores recebem atrasados, desde julho de 2006, dia 14 de fevereiro.





