O passivo jurídico
  Além da bronca de exportadores e operadores portuários contra prejuízos decorrentes do bloqueio a transgênicos, das demandas das pedagiadas e daqueles que tiveram contratos rescindidos (Banco Itaú com o bilhão dos precatórios), agora temos a da multinacional Syngenta que entrou com mandado de segurança contra a desapropriação do centro de pesquisas em Santa Tereza D’Oeste pelo governo estadual. Repercussão em outros centros, pois a empresa está nas bolsas de valores da Suíça e Nova York. Passivo cada vez mais ativo. E passivamente quem pagará esse ônus, amanhã, será o contribuinte.
  Se Lula fizesse isso, o risco Brasil iria para o espaço.

Conspirata
  De repente a ‘‘escolinha’’ saiu do ar. Poucos notaram. Os que assistiram fizeram exercícios conspiratórios para explicar uma questão técnica. Aliás as questões técnicas estão sempre em contraponto com o que se vê por lá.

Coprologia
  Já se disse que há a maior afinidade entre a análise política no Brasil e as ações de um coprologista (especialista em matéria fecal): é mais fácil achar ovos de lombriga num exame laboratorial do que algo inteligente nos fatos nacionais. Agora Ponta Grossa é posta em destaque no ‘‘Google Earth’’ por causa do ‘‘Cocozão’’, o monumento ao pinheiro na frente da universidade, de mau gosto sublime. Não deixa de ser uma referência coprológica.

Ausência
  Requião talvez tenha acertado ao não comparecer ao encontro dos governadores em Brasília. A circunstância pode favorecê-lo em relação a Lula. Também houve o notório domínio do presidenciável Aécio Neves, razão pela qual o outro, José Serra, provavelmente se ausentou.

Folclore
  Se estão pensando em montar pousadas para turistas na favela carioca por que não se poderá imaginar a atividade portuária do Paraná como atração para ver aqueles pombos gigantes que fazem sumir as migalhas de soja?

Sanepar
  Voltou ao foco aquele célebre voto vencido do advogado Pedro Henrique Xavier na Sanepar contra aditivos contratuais de empreiteiras em obras no litoral. Obras, atrasadas em mais de três anos, vão custar o dobro. Quem dobrou?

Rebelião
  A política de porteira fechada, se for levada a cabo, detona regionais do PMDB num momento crucial, o da recuperação do susto do ano passado e o pleito de 2008. Tudo atrapalha a unidade entre governo e aliados e isso nada tem a ver quanto ao ‘‘deixa disso’’ do governador, ontem, entre o Botto e o Delazari. Pelo jeito a tese do Greca de editar a ‘‘escolinha’’ pode emplacar.

Atrasados
  Delegados de polícia e procuradores recebem atrasados, desde julho de 2006, dia 14 de fevereiro.

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