LUIZ GERALDO MAZZA
Extermínio rotineiro
Um fim de semana com 19 mortes na Grande Curitiba. É a retomada do ranking em que, proporcionalmente, superaremos o Rio de Janeiro. É visível que na maior parte dos casos se trata de ações de extermínio, praticadas por gangues e ainda a linha auxiliar do crime organizado. No Rio, São Paulo e Minas existe o envolvimento de milícias de policiais da ativa e aposentados pela oferta, naturalmente paga, de proteção. Há quem diga que já existe esse tipo de intervenção por aqui, ainda que de maneira não muito ostensiva.
Spread
O spread, feito em nome da inadimplência, é a prova de que até no prejuízo o capitalismo dá lucro e no caso com um simulacro socialista, o de fazer com que todos assumam o risco de alguns. Novamente a favor da minoria.
Rurbana
Campo de Santana está apresentando problemas de transporte. Essa área foi indicada por Lerner para o que ele chamou de rurbana, expressão que acabou encantando até o Alvim Tofler. Era uma transição entre cidade e campo e que na cafeicultura era representada pelos patrimônios, áreas de comercialização.
Depois as vilas rurais foram uma conseqüência.
Agenda
A retaguarda científica e técnica, normalmente esquecida e subestimada, é que vai aprontar a agenda do Paraná a ser reivindicada no PAC. A versão final e política fica por conta dos de sempre.
Pedágio
É visível que o pedágio das novas praças vai sair. Quem trafega pela BR-116 percebe no volume de melhorias (adensamento do asfalto em pontos críticos, acostamentos e terceira pista nas elevações), de Curitiba a Mafra, que a facada vem aí. É a compulsão corsária do governo em submeter a cidadania.
Folclore
A sugestão de editar a sessão da escolinha por causa das declarações do secretário de Justiça teria sido feita por Rafael Greca e foi o suficiente para mexer com os nervos de todo o pessoal. A força do evento como espetáculo está justamente a sua cobertura em tempo real e com algumas babadas do governador em secretários. O pior não é quem dá a babada, mas quem a aceita.
Ratinho
Ratinho Júnior, o segundo deputado federal mais votado, sai do PPS, onde se mostra cansado do domínio de Rubens Bueno (na véspera da eleição teve briga por causa do número que considerava seu e passado à filha do comandante) e vai para o PSC. Raciocina: é melhor ser general do que soldado e cacique do que índio e já na eleição de 2008 pode sair a prefeito e com chances de fazer mais votos do que Rubens Bueno. Vingança é prato que se come pelas bordas.
Como se vê um caso duplo de personalismo. Como é o de Requião no PMDB ou de Lula no PT. Os dois são maiores do que os respectivos grêmios.





