LUIZ GERALDO MAZZA
Inquietos e aquietados
Na defesa da ética, bandeira assumida por Gustavo Fruet que obrigou os dois candidatos governistas a recuarem na pretensão de equiparar ganhos parlamentares ao de magistrados da instância superior, o deputado paranaense poderia repetir a frase evangélica: ''eu vim para aquietar os inquietos e para inquietar os aquietados''. O debate de ontem mostrou que é o momento maior de nossa terra como exemplo comportamental na política.
Dossiê
O deputado Geraldo Cartário, acusado pelo prefeito de Fazenda Rio Grande de ser o articulador das manifestações na BR-116 e na cidade, denunciou que fez um dossiê sobre os pontos do tráfico de drogas e de encontro de gangues no município à Secretaria de Segurança e que o secretário, em lugar de tomar providências, teria encaminhado o documento ao burgomestre para intrigá-lo. Ambas as denúncias inverossímeis, típicas das retaliações de campanário.
Revitalização
Curitibanos têm muito a apreender com Foz do Iguaçu: lojistas da Vila Portes (formado por 102 das 350 empresas da região) fizeram a lavagem simbólica da Rua Fagundes Varela para exigir revitalização do bairro. Aqui é impossível, já que as entidades de classe são cooptadas. E olha que haveria muita lavagem.
Exportação
Da lista de diretores dos portos do Paraná (Leopoldo Campos, técnico; Daniel Santos, administrativo-financeiro; Dídio Rocha Loures, comercial) o da área de exportação é o mais conhecido. Dídio, do EPI, Escritório de Planejamento Industrial, se especializou em montagem de feiras internacionais e pode dar uma nova dimensão ao terminal como instrumento de comercialização.
Autofagia
Mensagens apócrifas na internet ''recuperaram'' ações vandálicas de grupos políticos que tentaram ligar Fruet, quando vereador, à prática de pegar grana de assessores. O estilo e a canalhice são os de sempre: a impressão digital da inveja de lideranças que tentaram esmagá-lo e hoje se irritam quando enxergam a sua escalada nacional. Afogar-se na própria baba é justiça poética.
Folclore
Durante a manifestação dos carteiros, anteontem, uma roda de pescadores de lambari lembrou de uma blague do Lívio Cavichiolo, o Polaco, já falecido, sobre aqueles trabalhadores. Como achavam que ele precisava abandonar a vida sedentária tascou: ''se andar fizesse bem à saúde, carteiro não morria''.





