Cidadania em ação
O assassinato de um motorista em Fazenda Rio Grande provocou uma das maiores mobilizações da história recente do Paraná: das 7 da manhã às 14h30 o povo fechou a BR-116 em protesto e reclamando por segurança. Foi necessária muita paciência da parte dos mediadores para ações dissuasórias, pois o bloqueio gerou filas de dez quilômetros. Potencialmente isso pode ocorrer em todas as cidades metropolitanas, em Londrina, Maringá (como já aconteceu com o comércio fechando as portas), Foz do Iguaçu (esta com índices da Baixada Fluminense) e serve como um alerta geral. É o maior problema do Paraná e do governo. A população é refém desse terrorismo generalizado.

Pedágio
Pedágio público, tese do governador, foi testado no regime militar e quebrou a cara na Via Dutra. A concessão é mostra de carência do governo e para atrair a poupança privada aos investimentos porque o caixa zerou.

Simulação
Fizeram ontem uma simulação no porto de Paranaguá em torno da hipótese de derramamento de óleo na baía. Lá é mais difícil separar o real do simulado do que recuperar o mar agredido.

Romaria
Ontem foi, como sempre, dia de romaria na Igreja do Perpétuo Socorro. Só que havia uma relíquia como novidade: o ícone da santa que veio de Roma e passou por várias capitais brasileiras.

Meio sangue
Como há comunistas, abertamente anti-semitas, um dos prazeres intelectuais agora para provocá-los é lembrar que Lênin tinha metade de sangue judeu.
E não é preciso falar da origem de Marx e Trotski. Fiquemos por aí.

Folclore
A sigla, diz-se, do PAC era para ser chamada de PUM. Seria redundância demais. Dá pra, valendo-se das sonoridades onomatopaicas, lembrar daqueles versos do Raul Seixas: ''Pluct, plact, zum// não vai a lugar nenhum.''

Lobbies
Se o Copom serviu de sinalização discreta, mas positiva, ao PAC há um outro fator: a movimentação de toda a gama do ''lobby'' ontem em Brasília e em São Paulo. É uma chance de o Brasil ser discutido e isso já é relevante, até porque temos indicadores bons como inflação baixa, reservas cambiais robustas e situação fiscal razoável bem como o nível regular de atividade na economia.

Osmar
Voltam a especular que o senador Osmar Dias poderia ser ministro de Lula na Agricultura. É competente e já o demonstrou por duas vezes como secretário e outra como dirigente da Cafe do Paraná. Na verdade tem audiência com Lula dia 30 sobre o PAC e sua repercussão na agropecuária. Se virasse ministro seria o terceiro: Munhoz da Rocha e Ivo Arzua foram os primeiros.
Está em circulação em todas as áreas: ontem conversou com Bornhausen e é entusiasta da candidatura de Gustavo Fruet à presidência da Câmara. Com ele, a bancada senatorial fecha com Guga. Não vota, mas cumpre seu papel.

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