Desparanização
  Incrível que justamente no Porto de Paranaguá se dê um processo agudo de ‘‘desparanização’’, apesar da doutrina do terminal público e em guerra com a privatização. A Socepar, entidade paranaense que agregava interesses locais, pode ser absorvida pela multinacional Bunge. O mercado tem razões que o coração e a mente desconhecem. E só o revogamos em discurso com valor exclusivo para o também ‘‘mercado’’ eleitoral.
  Só falta agora perder o estratégico porto da Ponta do Poço.

Zen
  Na ‘‘escolinha’’ Requião estava absolutamente zen. Zen por cento.

Heráldica
  Já que Beto Richa abandonou as modernices do design como logomarca da cidade e retornou às imposições dos símbolos heráldicos, sugere-se que aplique o ‘‘slogan’’ de São Paulo ‘‘ducco, non duccor’’; conduzo, não sou conduzido, para as seguidas provocações do Doático Santos.

Perda
  Uma rede de TV com cabeça no Paraná, como a CNT chegou a fazer algum tempo, está liquidada com a passagem da empresa para o Tanure. De ruim, ficou pior.

Pingue pongue
  Gaúchos não aceitam carne dos paranaenses e catarinenses e esses partem para a retaliação. O pior é que desconsideram que isso reflete lá fora e breca as exportações. Além do mais o juízo da Panaftosa, instituição panamericana vinculada à Organização Mundial de Saúde, que confirmou o surto de febre aftosa no Paraná em 2005 em nota técnica, complica o meio de campo. Autofagia de primeira. Quanto maior o fechamento de divisas pior para todos.

De atalaia
  O Crea Paraná está de olho na regulação dos novos pedágios e ontem o seu presidente anunciou que havia um novo edital da ANTT, Agência Nacional de Transportes Terrestres, confirmando as licitações, sobre o assunto. O Crea havia mostrado equívocos do primeiro edital e já havia saído o segundo, ora sob avaliação e que será encaminhada ao Ministério Público.

Folclore
  Lula, falando à imprensa argentina com um extremo entusiasmo sobre o potencial do Mercosul: ‘‘quero unir os latino-americanos da Terra do Fogo à Patagônia’’. É um raio de alcance menor do que o da nossa TV Educativa. Bem mais modesto do que a retórica dos pró-cubanos em fazer dos Andes e também dos Alpes (por que não?) uma nova Sierra Maestra.

Usucapião
  O comando administrativo da Assembléia Legislativa tem mais de 40 anos. O caráter temporário dos mandatos parlamentares não conta com essa majestade. Como Nelson Justus, que ira presidi-la, falou em modernizar a Casa já se sabe que isso nada tem a ver com esse exemplar de arqueologia política.

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