Marcar de perto
  Há um clima de entusiasmo no governo em função do que poderá resultar da missão da ministra Dilma Roussef no Paraná. Apesar de politicamente Requião, também na sua segunda eleição, ter recebido o apoio de Lula, decisivo tanto naquela vez como na mais recente, havia algum afastamento em função das críticas que o governador fazia ao modelo econômico. Até em função disso e das constante ‘‘trombadas’’ com a direção regional do PT não era nada fácil encaminhar qualquer reivindicação.
  A pauta do Paraná é conhecida e questões como a dos precatórios decorrentes do saneamento do Banestado precisam ser encaradas, apesar da sua delicadeza e da resistência que encontrará no setor fazendário e do Banco Central. Mas o fundamental é manter vivas essas demandas, mesmo que as soluções demorem.

Trânsito
  A circulação em Guaratuba dá saudades da de Curitiba. Como se não bastasse fecham ruas a três por dois. A cidade está com saudades do Candinho Gomes Chagas da ‘‘Paraná em Páginas’’ que iria tirar o sono das autoridades.
‘Norma’
  A empresa que fazia serviços de manutenção no porto de Paranaguá, com o navio denominado ‘‘Norma’’ em 2001, foi, juntamente com a Administração do terminal, condenada no Tribunal Marítimo pelo acidente que provocou o derramamento de nafta na baía. Da norma infringida chegamos à ‘‘Norma’’ que infringiu. Clareie-se que isso se deu no segundo governo Lerner.

Folclore
  O governo gaúcho fez um anúncio contra a dengue que decalca, com um casal de mosquitos, as cenas de amor entre Daniela Cicarelli e o seu namorado na praia espanhola. A mensagem bem humorada fez muita gente lembrar que a palavra dengue também significa ‘‘melindre feminino, denguice, faceirice’’.

Realismo
  As previsões negativas sobre o desempenho da economia paranaense em 2007 do secretário da Fazenda, Heron Arzua, não ocultam alguma confiança na melhora do desempenho do agronegócio depois de três safras ruins. E disse que quando um empresário o vista ‘‘minha vontade é estender um tapete para recebê-lo’’.

Antecessor
  Tanto Lula quanto Requião têm que tomar cuidado ao culpar seus antecessores. Até porque, por serem reeleitos, sucedem a si próprios. Poderiam dizer ‘‘meu penúltimo antecessor’’.

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