LUIZ GERALDO MAZZA
Radicalizar o social
Há uma crise nos hospitais universitários como o de Maringá, que chegou ao fundo do poço. A tese dos hospitais regionais, correta, não funciona e a prova está no entorno do Hospital de Clínicas com centenas de viaturas prefeiturais.
Segurança também é área social e uma gangue roubava e torturava chacareiros da Grande Curitiba, durante três meses, com caminhões alugados para levar móveis e eletrodomésticos e a polícia não captava nada. Quem prendeu a quadrilha foi a Polícia Rodoviária Federal.
Milícias
Sabe-se que em São Paulo e Rio formaram-se milícias (de PMs, bombeiros, da ativa e aposentados) para vender proteção a pessoas e empresas, estreitando o mercado do crime organizado, mas competindo. Corremos o risco de ter coisa parecida, tal qual se deu com o PCC, cuja existência era vigorosamente negada.
E há ainda quem acredite em Estado Provedor, incapaz de dar o mínimo ao cidadão. O primeiro compromisso do Estado é o do monopólio da força para que possa exercer o poder de sanção, sem o qual inexiste ordem. E, como se vê, desertou, está ausente. Isso está privatizado, radicalmente.
Equipe
Uma equipe não deve ser um rebanho: visto um, vistos todos.
Folclore
No ano passado o Instituto Ambiental do Paraná era abominado pelos gênios empresariais do Litoral porque divulgava boletins de balneabilidade que expunham o óbvio da poluição generalizada. Em Pernambuco, a hotelaria ficou bronqueada com a sinalização nas estradas, próximas a Recife, de que era preciso tomar cuidado com os tubarões. Equivaleria a sinalizar estradas aqui com a advertência de que certos lugares em nossas praias são uma cloaca e sugerir a todos que tomassem cuidado ao acionar a descarga dos sanitários que poderia assumir a força de um míssil devastador.
Contraste
Se houvesse mais gente direita num governo de esquerda seria um paradoxo?





