Paralelo Curitiba-Rio
  Todo mundo viu com horror o Rio de Janeiro transformado em refém, como já ocorrera com São Paulo, do crime organizado. Houve nada menos de 18 mortes. No mesmo período aqui na Região Metropolitana de Curitiba oito mortes em apenas 12 horas, meio-dia. Proporcionalmente o nosso Iraque é mais significativo do que o do Rio de Janeiro e não se enxerga perspectiva de melhora no novo ano e no novo governo, que é o mesmo. A insegurança persiste.

Convívio
  Para quem se ajusta à solidão, o convívio é doença contagiosa.

Espetáculo
  Prestamos vassalagem à sociedade do espetáculo, a que se referiu Roger Gerard Schatzemberg, e essa exigência é tão impositiva que um Nietzche se obrigaria a aparecer no auditório do Faustão. Faria o ‘‘se vira nos trinta’’ em torno de aforismos filosóficos.

Desafio
  Beto Richa, por favor, faça algo que não seja a continuidade do Lerner. Mudar apenas a logomarca da cidade, conforme padrão heráldico, não vale. E aos da oposição municipal o desafio: digam algo que não seja a reprodução do papo das eleições anteriores, amplamente derrotado como resposta ao modelo.

Diplomacia
  O conflito entre Ministério Público e Executivo (caso Rasera, nepotismo e agora o transbordamento da Lei de Responsabilidade Fiscal) não observa as regras mínimas da etiqueta. Há discordância quanto a dotação ao MP que para o governo é de R$ 27 milhões e segundo a Procuradoria de apenas R$ 14 mi. Pode o governo não dobrar o MP, mas dobra na conta. Mais um sinal de prensa.

Folclore
  O representante comercial estava vivendo com a viúva de um magistrado e passou a ser chamado de ‘‘juiz substituto’’. Típica de Curitiba.

Pedágio
  Pretende-se transformar a causa do pedágio em mais um feito de Curitiba como área de lançamento de produtos e idéias: está marcada para o dia 30 de janeiro a mobilização em torno do assunto. Quem vem para falar é o ex-ministro dos Transportes, Cloraldino Severo, adversário duríssimo das concessões.

Léo
  O ex-deputado e executivo da Cacique de Café Solúvel, Léo de Almeida Neves, pode integrar, segundo especulações, o governo Lula. Nas sibilações das colunas sociais está ligadíssimo com Leila Santiago de Oliveira, uma expert acadêmica em editoração com formação e títulos no exterior.

Tapinha
  Reinhold Stephanes, que estava listado na cota de Requião para o ministério de Lula, teria perdido suas chances por ter sido flagrado dando um tapa numa mulher que o ofendeu nas manifestações no Teatro Guaíra, dia da diplomação. Só para os funkeiros tapinha não dói. Sobe-se por etapas, não a tapas.

mockup