Supressão de risco
  Foi bom o atrito entre o administrador portuário e o Crea. Pelo menos essa instituição, que deve ser liberal e por isso independente, foge ao risco da sedução que o Palácio Iguaçu lança para a Fiep, Associação Comercial, sindicatos e corporações. Outras, que não aderem, são a Faep e a APP-Sindicato que se o fizerem se auto-destróem. E viva a OAB, que se mantém livre.
  A supressão dos corpos intermediários entre Estado e Cidadania é fatal.

A lei
  Quando a lei dos homens não funciona é substituída pela do mercado (oferta e procura): como há muitos políticos à venda, há queda de preço. Cada vez menos.

Excluído
  Embora cultuado como um pequeno faraó (nascimento de Jesus corresponde ao ‘‘natalis invictis solis’’, festa mitraica) no Natal o menino-Deus atrai menos do que o Papai Noel, figura sincrética de paganismo e santidade. Ironicamente quase um excluído no furor do consumo. No presépio a sua majestade.

Redução
  Empresários e profissionais liberais intentam um movimento para diminuir o número de deputados. Segundo a proposta de Sciarra a bancada nossa cairia para 19 integrantes de um total de 342. Intenção é generosa, mas com gente habituada a agir em causa própria dificilmente passaria. Não aceitam sequer limpar a casa dos que foram apanhados em falta grave, como se tem visto.

Folclore
  Quando se cogitou de transportar deputados, em função do apagão aéreo, em aviões da FAB não poucos londrinenses lembraram do episódio mitológico de um aparelho oficial que trouxe as garotas de outros pontos do país para a Laura, a Selma, a Diana e outras casas do gênero. Elas faziam como subproduto do café a fama da mais variada e bonita fauna do gênero de todo o País. Tanto que depois desse ‘‘ciclo virtuoso’’, a Laura Garcia montaria o ‘‘La Licorne’’ em São Paulo, uma das mais sofisticadas casas do ramo do continente.

Sigilo
  O advogado Renê Dotti, que patrocina a causa de uma promotora que foi alvo de ‘‘grampo’’, insiste na tese de que o sigilo tem que ser rompido para que haja mais luz num caso de ‘‘terrorismo de Estado’’ como ele apontou na abertura do Congresso do Ministério Público em Salvador, Bahia.
  De fato se não se tem clareza em caso mais singelo como é que vamos esperar que algum dia haja a devassa no que está oculto do regime militar?

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