Haja patacoada
  No encontro do PMDB regional um volante mostrava, imaginem o disparate, as imagens de Chávez, Guevara, Fidel e Requião e um slogam marcante a unir essas figuras díspares ‘‘um outro mundo é possível’’, teaser-realejo do tal do Fórum Social Mundial que saía anualmente em Porto Alegre como alavanca do

PT e que não o levou à vitória, como se viu.
  Como o governo tem mais defeitos do que feitos tenta-se com a suposta disputa presidencial de Requião uma forma de manter o público mobilizado e nada como a representação do ‘‘quarto mundo’’ na Capital para mostrar-se, por sua expressão ‘‘social’’, como contraponto às heranças do lernerismo, contra o qual até agora nenhuma idéia de ruptura ao paradigma apareceu ou sequer foi tentada. Quando não há ações concretas para mostrar avanços, há o apelo ao discurso e a um festival de doutrinas como se essas pessoas, por serem governo, só estariam habilitadas quando a ordem mudasse para mais social ou até ‘‘socialista’’. É a farra da retórica tão inócua quanto a do boi.

Pobreza
  Já que não se detecta um sinal de fato novo no Paraná a candidatura de Requião à presidência, desde que lastreada num programa inteligente, que não fosse o habitual festival de fatos testados e que não deram certo como o Estado Provedor e o ranço do nacionalismo, válidos nos anos cinqüenta e hoje fora de encaixe, poderia ser uma boa jogada. Quando Requião tentou, pela vez primeira, aquela disputa com Quércia na convenção do PMDB e levou a pior já se buscou um corpo mínimo de doutrina e que não satisfez.
  Se o Paraná, por seus indicadores sociais e econômicos, não puder servir de referencial para a ‘‘média’’ brasileira e neles não ficar clara a mediação e intervenção do poder público a iniciativa nasce morta. Já naquele primeiro governo o ‘‘teaser’’ de Requião era ‘‘O Brasil que está dando certo’’. Como todos sabem não emplacou porque não convenceu. Resta fazê-lo.

A vaia
  Uma das formas de mostrar reação aos parlamentares (federais, estaduais, seja lá o que for) por causa do aumento é desprezá-los ou vaiá-los na rua. Como aquela dos catarinas que pegaram um hierarca da Justiça do Trabalho em férias com carro oficial em Florianópolis e o denunciaram em meio a um escândalo que saiu na ‘‘telinha’’. É a mecânica do contra poder de Fábio Konder Comparato.

Força tarefa
  Cresce entre os membros do Ministério Público a corrente favorável à força-tarefa, pelo Conselho Superior, para dar apoio à PIC diante das ações ora coordenadas pelo oficialismo para inviabilizá-la. Ainda não tem maioria.

Folclore
  Um senador paranaense decidiu apoiar Munhoz da Rocha contra Paulo Pimentel, candidato de Ney Braga em 1965. Foi o suficiente para que o Alvino Guimarães Cruz, o Esmaga, tipo irreverente e ‘‘mordedor’’, o abordasse: ‘‘Que papelão, hein senador. Deu uma de porco: comeu e virou o cocho!’’

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