LUIZ GERALDO MAZZA
Haja patacoada
No encontro do PMDB regional um volante mostrava, imaginem o disparate, as imagens de Chávez, Guevara, Fidel e Requião e um slogam marcante a unir essas figuras díspares um outro mundo é possível, teaser-realejo do tal do Fórum Social Mundial que saía anualmente em Porto Alegre como alavanca do
PT e que não o levou à vitória, como se viu.
Como o governo tem mais defeitos do que feitos tenta-se com a suposta disputa presidencial de Requião uma forma de manter o público mobilizado e nada como a representação do quarto mundo na Capital para mostrar-se, por sua expressão social, como contraponto às heranças do lernerismo, contra o qual até agora nenhuma idéia de ruptura ao paradigma apareceu ou sequer foi tentada. Quando não há ações concretas para mostrar avanços, há o apelo ao discurso e a um festival de doutrinas como se essas pessoas, por serem governo, só estariam habilitadas quando a ordem mudasse para mais social ou até socialista. É a farra da retórica tão inócua quanto a do boi.
Pobreza
Já que não se detecta um sinal de fato novo no Paraná a candidatura de Requião à presidência, desde que lastreada num programa inteligente, que não fosse o habitual festival de fatos testados e que não deram certo como o Estado Provedor e o ranço do nacionalismo, válidos nos anos cinqüenta e hoje fora de encaixe, poderia ser uma boa jogada. Quando Requião tentou, pela vez primeira, aquela disputa com Quércia na convenção do PMDB e levou a pior já se buscou um corpo mínimo de doutrina e que não satisfez.
Se o Paraná, por seus indicadores sociais e econômicos, não puder servir de referencial para a média brasileira e neles não ficar clara a mediação e intervenção do poder público a iniciativa nasce morta. Já naquele primeiro governo o teaser de Requião era O Brasil que está dando certo. Como todos sabem não emplacou porque não convenceu. Resta fazê-lo.
A vaia
Uma das formas de mostrar reação aos parlamentares (federais, estaduais, seja lá o que for) por causa do aumento é desprezá-los ou vaiá-los na rua. Como aquela dos catarinas que pegaram um hierarca da Justiça do Trabalho em férias com carro oficial em Florianópolis e o denunciaram em meio a um escândalo que saiu na telinha. É a mecânica do contra poder de Fábio Konder Comparato.
Força tarefa
Cresce entre os membros do Ministério Público a corrente favorável à força-tarefa, pelo Conselho Superior, para dar apoio à PIC diante das ações ora coordenadas pelo oficialismo para inviabilizá-la. Ainda não tem maioria.
Folclore
Um senador paranaense decidiu apoiar Munhoz da Rocha contra Paulo Pimentel, candidato de Ney Braga em 1965. Foi o suficiente para que o Alvino Guimarães Cruz, o Esmaga, tipo irreverente e mordedor, o abordasse: Que papelão, hein senador. Deu uma de porco: comeu e virou o cocho!





