Semeando conflitos
  Requião quase leva mais turbulência às eleições da OAB-PR, bastante afetadas pelo acirramento da disputa entre as três chapas ao pretender votar, o que é expressamente proibido pelos estatutos face ao seu ‘status’. Como o mediador que tentou a hipótese insistisse, sugeriu-se que ele só votaria se houvesse uma cabine única para evitar conseqüentemente uma nulidade que abrangesse integralmente o pleito. Ele estava com aquilo que o mestre Adolfo Surgik chama, como craque em Direito Romano, de ‘‘capitis diminutio maxima’’.
  Ao saber da proibição e por não ter se declarado ‘‘ausente’’ e haver pago as anuidades desde 2003 vai requerer a restituição que pretende doar ao Pequeno Cotolengo. Foi melhor a sua não ida ao Parque Barigüi porque acabaria sendo interpretada como a ‘‘instrumentação’’ e ‘‘partidarização’’, exageradamente denunciadas pelo colégio de presidentes da OAB nacional. Até nas mínimas coisas em seus deslocamentos, Requião leva o conflito. Dentro em breve o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel tremerão. Aí de ti, Campos Elíseos.

Sísifo
  Como Sísifo, que leva a rocha às costas até o alto da montanha e depois se obriga a repetir o percurso porque ela sistematicamente rola para a base, o governador é um condutor de conflitos nas menores coisas. Mas se dá bem com a reprise das adversidades que o nutrem e aparentam fortalecê-lo.

Futepolítica
  Giovani Gionédis, embora numerosos processos, não foi atingido por sua ação como homem de primeiro escalão do Lerner e corre riscos agora com o coxa: vem aí uma avalanche de questionamentos de probidade no futebol. Ele como o seu colega de grupo político, Mario Celso Petraglia, que também trocou a empresa e a política pelo odor agudo do Zig, tiveram destinos diversos: um foi campeão brasileiro, vice nacional e da Libertadores e outro caiu e sem perspectivas de sair tão logo da série ‘‘B’’.

Folclore
  O senador Osmar Dias está de olho no ‘‘Ducci’’ (o vice Luciano) errado. O verdadeiro, e que efetivamente importa, é o Ducce, aquele do Bigorrilho, ora no Cangüiri. Se Beto Richa trepida diante de Doático Santos dá para imaginar como se dará com a irritação do senador. Amenidade, vide Lerner, não é bom sinal. Temperá-la com uma certa dose de autoridade (não autoritarismo como o de Requião e Alvaro Dias) é indispensável.

O decreto
  O decreto de desapropriação da Syngenta era para valer a 30 de outubro e por uma razão simples: até aquela data prevalecia a distância mínima de 10 km em áreas de ‘‘amortecimento’’, pois no dia seguinte Lula reduziu a exigência para 500 metros. Ocorre que naquele dia Requião estava licenciado, daí a mudança radical nos argumentos da ação governamental que será contestada em juízo.

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