LUIZ GERALDO MAZZA
O passivo jurídico
Houve uma tentativa de regular a responsabilidade pessoal do governante que deu prejuízo, indenizatório, aos cofres públicos. O deputado Durval Amaral foi um dos que procuraram legislar sobre o tema e o Palácio Iguaçu, consciente das suas culpas, arrepiou. Temos invasões de áreas, broncas com sócios privados da Sanepar, entre as quais a da multinacional Vivendi, as do Banco Itaú (a ruptura do contrato das contas e a questão das ações da Copel dadas em garantia pelos títulos podres), do pedágio e agora a expropriação da Syngenta sem qualquer fundamento técnico-científico. Simplesmente para driblar uma decisão judicial que obrigava o Estado a pagar R$ 50 mil por dia enquanto persistisse a invasão, retomada anteontem. Ideário do PSTU.
E se der bode, como é perfeitamente possível, a sociedade paga a conta e isso nada tem de racional e justo. Além de tudo perderemos investimentos.
Público & privado
O modelo mudou: na Copel o Estado detém apenas 31% do capital social, pois 69% são de investidores privados; a Petrobras tem mais de 54% de suas ações em mãos privadas. No discurso dá a impressão que é o contrário, uma contrafação ideológica, absolutamente inútil, mas que engana quem gosta de se enganar.
Bicicleta
O Oil Man ganhou bicicletas e sungas prometidas. Como demorava a receber a promessa de um empresário acreditou que tivesse levado uma bicicleta. É um dos derradeiros tipos populares de Curitiba, ao lado da mulher que anuncia bilhetes lotéricos, dos ceguinhos que tocam sanfona, dos conjuntos de música latino-americana, dos malabaristas e ginastas e agora, também, de um casal que ensaia um tango, à moda de rua argentina, perto da Praça Osório.
PT
Em Curitiba o PT ainda tem potencial para disputas majoritárias (Samek e Gleisi Hoffmann), mas em Londrina, Ponta Grossa e Maringá vai ser difícil restabelecer a situação anterior. Ligar-se ao PMDB, como apêndice, é o jeito.
Hierarquia
PM está bronqueada (isso nada tem a ver com o criame do Cangüiri) com o reajuste dos milicianos com curso superior o que quebra a hierarquia. Aliás já aconteceu, desde a primeira gestão, quando não indicou coronel à Casa Militar. O exemplo do curso superior como estímulo é bom para todos. Num tempo da mania das cotas, decalque ianque, que detona o sentido do mérito, é saudável.
Folclore
Requião tem toda a razão na matéria da Globo sobre o Porto, principalmente por usar imagens de filas de caminhões que hoje não mais existem. Só que os operadores dizem que não há filas porque a carga sumiu. Quando os dois lados exageram ninguém se afasta da meia-verdade. E meia verdade é, em certo senso, pior do que a mentira inteira.





