LUIZ GERALDO MAZZA
Os sinais
Nessa disputa, primaríssima, entre estafes de Requião e Beto Richa tenta-se restabelecer o prestígio das placas nas obras. Como o governador se atribui extrema importância no que se faz na Capital é preciso lembrar que ninguém tem marcas mais definitivas por aqui do que o neysmo, lernismo, e quase nada em favor dos poucos que romperam a sequência que foram três, Iberê de Mattos no fim dos anos cinquenta, Maurício Fruet em 1983 e Requião de 1986 em diante até o retorno do grupo modernizador, melhor identificado com a cidade e com os que nela vivem.
As vias expressas, as rápidas, os trinários, os parques, a recuperação do verde e do casario histórico, os terminais do melhor sistema de transporte do país, os núcleos habitacionais - tudo nessa linha. A organização do transporte começa com Ney Braga em 1955 e ganha continuidade para encontrar um ponto de expressão no Plano Diretor da Serete com Ivo Arzua.
Uma temeridade, portanto, essa corrida às placas. Pode ser um gol contra.
Dissimulação
O Atlético Paranaense quer concluir a Arena e para tanto precisa do ''pode'' para a construção nas proximidades do complexo escolar Expoente, a fim de que ele abandone a moita e permita a obra. Ocorre que o Plano Diretor, que parece virgem de hímem complascente, e o zoneamento o impedem. Então, tal como se fez com o Shopping Mueller (aí se subordinou a cidade às razões do empreendimento comercial), busca-se uma dissimulação numa presumível avaliação de como se assentam os estádios de futebol no espaço territorial. Antes o negócio e agora o suposto ócio ditando os fundamentos urbanísticos.
Tudo bem: Plano Diretor não é camisa de força até porque a cidade é organismo vivo que se transmuda. Mas isso aí já está parecendo frequência de motel ou circulação de carnes no espeto corrido.
Quadros
A pobreza de quadros é marca brasileira e nossa. O PMDB se ligou em Vanhoni, do PT, para tentar ganhar Curitiba e agora se anuncia uma badalação em cima de Gleisi Hoffmann por causa da sua votação para o Senado. De outro lado o PSDB não tem outro nome que não seja o de Beto Richa para buscar a reeleição.
Na montagem agora do primeiro e segundo escalões do governo se verá o quanto é duro o problema.
Folclore
No vestiba de Direito da Federal o examinador, irritado com um aluno que não acertava uma, vira para o bedel e pede que traga alfafa e pergunta ao estudante se ele deseja alguma coisa e o jovem diz que iria bem um cafezinho.
Bate chapa
Para o PMDB, como para qualquer outro, o bate-chapa seria relevante na renovação dos dirigentes partidários. Arruda Filho, que dirigia a Juventude, é um deles, mas não o único.





