Debate e Ibope
O debate de hoje entre Requião e Osmar Dias deve ser precedido da pesquisa Ibope e tanto um fato como outro podem injetar novo ânimo na reta final da campanha. Ambos têm feito simulações, mais Osmar do que Requião, como forma de aquecimento e treinamento contra surpresas.
Até depois de amanhã podem ser criados fatos políticos como o ''frisson'' de ontem, quando um jornalista recebeu um malote com mais de 400 fitas supostamente da arapongagem interna do governo. Como foram obtidas ilegalmente não são divulgadas, o que torna o cenário ''non sense'' e ''noir'' a um só tempo.

Privatização
Um dos temas, altamente desfigurado, na campanha eleitoral é o da privatização. Enquanto milhões de brasileiros têm acesso ao telefone, o que seria inviável na situação anterior, a Vale do Rio Doce, privatizada, passa a ser a segunda maior mineradora do mundo.


Espanto
Se o DataFolha for preciso (isso não aconteceu no primeiro turno quando suas prospecções negavam o segundo turno) é de concluir-se que os apoios de Fruet, Ratinho Júnior e Rubens Bueno, maioria de vereadores e também de ex-prefeitos não tiraram Osmar Dias da areia movediça.


Inspetor Clouseau
A loucademia de investigações do governo fez uma proeza incrível: contratou um vôo em Tocantins para mostrar a fazenda de Osmar Dias e filmaram outra.
Quem se espiona, com mais arapongas do que vigiados, sempre se trumbica.


Tenso
Nas entrevistas de rádio, ontem, Requião adotou uma contundência imprópria para quem está supostamente na frente das pesquisas eleitorais. Quem deveria estar assim seria justamente o adversário como clube ameaçado de cair.


Incra
O Incra informa: em 20 de outubro o valor médio para indenização de imóveis rurais no município de Formoso do Araguaia, onde está a fazenda de Osmar Dias, é de R$ 2.893 por hectare.


Folclore
Um dos macetes mais primitivos de campanha eleitoral é atribuir ao adversário a condição de ''rico''. Uma das maiores cargas nesse particular na história recente do Paraná foi a ofensiva contra Lupion para evidenciá-lo como ímprobo e milionário. Entrou rico na política (tinha uma dezena de cartas patentes de bancos, dentre elas a do Banco América; fábrica de papel e celulose, fazendas, serrarias, companhia de navegação, jornais e rádios e o Castelo do Batel) e saiu pobre. Seus herdeiros tiveram que lutar muito para recuperar propriedades confiscadas e o próprio castelo. Dos que estão por aí há algum pobre?


Oil man
Nelson Rebello, o ''Oil Man'', que anda de sunga e de bicicleta em Curitiba, teve sua ''magrela'' roubada e acabou ganhando outra de um patrocinador e ainda uma coleção de sungas. É um dos raros tipos populares sobreviventes. Imitando Elvis Presley, deu um show no programa do Jô Soares.

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