LUIZ GERALDO MAZZA
Ajuda de sempre
Lula vem aí, com o seu comício, para ajudar Requião outra vez como o fez ao mandar um hierarca do Ministério da Justiça para abrandar o relatório da violência e o ministro da Agricultura para passar um pano na febre aftosa. Como faz ao não atender os pedidos da Antaq, Agência Nacional de Transportes Aquaviários, da Câmara Federal e do Tribunal de Contas da União para intervir nos portos.
Quando Requião disse que Lula virava as costas ao Paraná, o PT comprovou que mais de 50% do que o governo estadual se atribuía era de origem federal.
Amigo
Em dezembro, lá pelas festas natalinas, o Délcio Rasera irá participar do ''amigo secreto'' com o pessoal do governo?
Entre irmãos
Segundo um dos ''arapongas'' Requião teria mandado ''grampear'' o telefone do irmão, Eduardo, que concorria para prefeito contra o mano Maurício na Capital. Nepotismo, para ninguém botar defeito, até no conflito.
E nepotismo também do Rasera que tem o cunhado como assessor do porto e que negocia equipamentos de escuta.
13º
Ante as notícias de um possível sequestro de verbas estaduais, num total de R$ 3 milhões em precatório devido a CR Almeida (ainda a novela da Estrada de Ferro Central do Paraná) havia o temor de que faltasse recursos ao Estado. Heron Arzua tranquiliza: a provisão dos pagamentos, incluindo 13º, está pronta e, ironizando, afirma que Cecílio Almeida só recebe no século XXII.
Passivo
Em precatórios há uma dívida de R$ 6,9 bilhões, impagável como graça ou como desgraça. Não é só aí o ''passivo jurídico'' que pega vários governos e mais ainda os recentes das rescisões contratuais, o pior deles com o Itaú que pode ficar com as ações da Copel, dadas em garantia de pagamento pelos ''títulos podres'', os decorrentes das invasões de terras e tudo mais. Como se vê a situação financeira do Paraná não é de saúde de vaca premiada. Pode até ser premiada, mas leva jeito de quem ruma para o brejo.
Provocação
Uma idéia infeliz essa de anunciar um movimento ''neutro'' contra a fraude e a corrupção em desfile pouco antes do comício de Lula na Boca Maldita.
Irmão
Um dos ''teasers'' de campanha eleitoral, desde a primeira de deputado, de Requião é a de chamar o eleitor de ''irmão''. Irmandade não nepotista.





