Paralelismos com Getúlio

Dias passados, jornalistas argutos observaram a semelhança de conceitos entre o presidente Lula e Vargas, alguns deles tangendo o horizonte do martírio como o de entrar na história. Getúlio, sabidamente um autoritário e ditador, voltou ao poder em 1950 como estadista e acabou enredado nas ações de seu corpo de guarda-costas na tentativa de assassinato do jornalista Carlos Lacerda e na consumação da morte do major Rubens Vaz, da Aeronáutica.
Não bastassem as ações de ministros e de hierarcas do partido na sordidez do mensalão no caso de Lula, temos agora o envolvimento de um segurança seu e da intimidade palaciana, companheiro de mais de 17 anos, desde os tempos do ativismo sindical e participante de campanhas, Freud Godoy, na questão da compra e venda do dossiê pelo PT para atingir Serra na operação sanguessuga.
Getúlio não tinha nada a ver com o atentado, mas as suspeitas cresciam em função dos discursos e artigos vulcânicos de Carlos Lacerda. Juntando toda a oposição de hoje ela não vale o talento de Lacerda e o material à disposição é muito mais rico. Essa relação governo-partido-quadrilha é mais evidente como fato do que a decisão isolada da guarda pessoal de Gregório em ''justiçar'' o jornalista combativo. Será que a operação de ''descolar'' Lula do seu guardião pessoal terá o mesmo sucesso da havida no ''mensalão'' e que também desse fato nada sabia, estava inteiramente por fora?


Semelhanças

Uma semelhança existe entre o caso do segurança pessoal de Lula com o do policial Délcio Rasera: ele como o Freud Godoy tem a esposa como sócia, ambas em um escritório de consultoria em serviços de inteligência policial.
Num detalhe diferem as situações de lá com as de cá: Lula não nega que Freud Godoy o assessora.


Ignorância

Um clima de torcida organizada de futebol pintou nas eleições em Paranaguá: semana passada grupos requianista e osmarista se pegaram na rua. Sobrou para uma militante tucana uma fratura. Na cidade houve protestos também com o mau funcionamento do sistema de saúde.


Pesquisa

As desconfianças vão sumir: o DataFolha, desde ontem, está ouvindo o eleitor paranaense. A coleta de 1.228 eleitores prosseguiu hoje e pode até sair o resultado nesta terça-feira, embora o mais provável seja o dia 20.
Pelo jeito, a tese de que a história do grampo teria ditado o cronograma tem algum fundamento, pois também se cogitou de fazê-la entre 9 e 14.



A lista

Falava-se muito em lista ontem e não era a das loterias e muito menos dos envolvidos no caso sanguessuga e na venda do dossiê contra Serra. Todo mundo esperava até a 25 hora a entrega dos parentes de Requião. O que não passa de um segredo de Polichinelo, algo como espião de crachá.

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