LUIZ GERALDO MAZZA
Apoio a Lula
Requião apóia Gleisi Hoffman para o Senado. E é mantida no disparo a hipótese de abraçar a candidatura Lula. Só não o faz porque isso vai quebrar a inércia de Beto Richa com efeitos eleitorais fortes na Região Metropolitana.
Embora Beto Richa não se disponha a descer do muro, sabe também que eventual postura acomodada, na hipótese de Requião apoiar Lula, o colocaria muito mal na cúpula nacional do tucanato. A omissão recíproca é o balanço do temor e ainda das conveniências. Político delirante é o que sugere fazer omelete sem quebrar os ovos. E eles existem em quantidade cada vez maior.
PPP
Lula aposta na eficácia das PPP, Parcerias Público-Privadas. Requião nem está aí com o assunto, agitado por Rubens Bueno. Diz-se que a PPP do governador é outra, a Parceria de Participação de Parentes.
Queixa
Volta e meia aparecem queixas de titulares de precatórios de ter havido ''furo'' na fila dos interessados. Nem sempre verdadeiras porque não é pequena a ansiedade de quem aguarda esses pagamentos que duram de sete a dez anos apesar da Constituição de 1988 ter regulado essa questão mandamentalmente.
O pior é o mercado paralelo desses papéis com deságios de até 50%.
Catarinas na frente
Nada tem de brincadeira a história de que os desacertos dos portos favorecem os terminais catarinenses que atuam conforme as regras nacionais e em harmonia com o governo da União. Além de tudo isso, Santa Catarina não tem pedágio, o que baixa ainda mais os custos operacionais. Aqui tem porque a promessa solene de fazê-lo baixar ou acabar não emplacou.
Folclore
Cândido Gomes Chagas é obstinado como o Inspetor Javert de ''Os Miseráveis'', de Victor Hugo: desde Cássio Taniguchi luta contra os radares do trânsito e agora o Conselho do Ministério Público enquadrou o caso de uma inadimplente junto à fazenda municipal e federal, a Consilux, terceirizada do serviço, que ainda assim obteve aditivo contratual para continuar recebendo R$ 750 mil por mês, embora na Dívida Ativa da prefeitura com R$ 1.261.134,89.
Quando compararam ele ao Javert explicou: o inspetor corria atrás de um ladrão de pão, famélico, o Jean Valjean, esse caso é bem maior do que o do desvio de uma rede de padarias modernosas.
No rodapé das críticas na ''Paraná em Páginas'' ele punha ''Cassioníquel'' e agora trocou por ''Betoníquel'' para satirizar multas de trânsito. Antes bem combatidas por Requião e o PMDB e agora apoiadas.
Apartamentos
Na eleição de 1994, a planta de um apartamento novo de Alvaro Dias em denúncia de jornal de campanha acatada pelo Jorge Samek em programa televisivo do PT teve efeito devastador. Agora voltam a falar em áreas rurais e em apartamentos. Político não gosta de passar por rico para fingir identidade com o pobre. O que é um erro de cálculo nos dois sentidos. Se contar o que tem leva uma vantagem por não despertar desconfiança, a não ser eventualmente quanto à origem desses bens.
Agente duplo
Vai chover agente duplo nessa campanha. Até quádruplo e inclusive quadrúpede.





