LUIZ GERALDO MAZZA
Espaços curtos
Novas regras eleitorais, pondo fim aos shows, liquidaram os comícios. Como em carnaval curitibano a festa saiu da rua para os salões, seja dos restaurantes ou o recinto das igrejas. Assim, restam o palanque eletrônico e nele a sedução dos debates, extremamente engessados.
O melhor do debate foi o lado hilário, troca de ofensas, uso dos ''laranjas'' de sempre. Os mais maduros ficam na beira da estrada porque a fruta está bichada ou porque tem marimbondo no pé. Se é heresia fazer comício num templo, é também adotar analogia com as artes de Ataulfo Alves.
Efeito Requião
O ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, disse a empresários que se deve a resistências políticas da gestão estadual a má situação do Porto de Paranaguá, cujo Cais Oeste era para estar pronto.
Amnésia
Até hoje Requião não indicou o banco que teria tentado suborná-lo com 9% para ficar com aplicações do capital da Paranaprevidência. Da mesma forma não se sabe o que apurou a sindicância em cima das placas turísticas de R$ 10 mil cada um na prefeitura e muito menos o que haverá com os radares do trânsito.
Acerto
Apesar de sua folgada posição nas pesquisas, Requião fez bem em ir ao debate da Band até para mostrar o óbvio de que não muda de estilo predador.
Trapalhões
''Isso está melhor que um programa dos trapalhões.'' Comentário de um dos assessores de candidatos no debate. Nessa parte, humorística, foi bem melhor do que os debates anteriores, especialmente o comportamento dos ''laranjas'', um deles tão diabólico quanto o Doutor Silvana.
Toledo apóia
Por seis votos a cinco, a Câmara Municipal de Toledo legalizou o nepotismo e o Ministério Público vai recorrer. Aqui as diligências do MP são cautelosas para apurar a prática no Legislativo e Executivo, leia-se Requião. Não dá, ainda, para medir como isso repercutirá nas eleições. De repente, há bem mais comunicação e ruído do que informação.
Folclore
Requião, no debate, sugeriu que Osmar Dias e Rubens Bueno agiam em dupla como Batman e Robin. Há pimenta aí porque não dizendo quem é quem e suspeitando-se que Robin figura nas paradas ''gay'' fica a insinuação. Só falta agora alguém descobrir no jeitinho do governador sinais claros do Coringa com aquele ar furioso da interpretação cinematográfica de Jack Nicholson.
Fazenda x haras
A fazenda de Osmar Dias em Tocantins e a compra pelo governo Requião do Haras Tamandaré de Anibal Khury, adquirido dos bicheiros, serão o pêndulo da campanha eleitoral. É mais fácil haver investigação lá ao norte distante do que aqui tão perto, inclusive por causa da omissão costumeira da nossa mídia nutrida a prato feito.
Esse julgamento, mais do que o eleitoral, é duro, terrível, para nós.
Ao largo
Debates passaram ao largo dos problemas portuários, alvo da crítica do ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, pela manhã. O ministro repetiu a anedota de que Requião seria eleito, por sua atuação/omissão nos portos, governador do vizinho estado, facilmente.





