LUIZ GERALDO MAZZA
Convergência irônica
Por que Osmar Dias reagiu à notícia de que uma revista nacional o estaria investigando? Simples: ele foi o mais decidido cabo eleitoral de Requião no primeiro governo e teve participação saliente no episódio Ferreirinha. Seu irmão, Alvaro, então governador, deu tal cobertura a todo o processo, até pelo fato de permanecer no Palácio para garantir a vitória do seu candidato, que um criminalista o teria enquadrado no delito de prevaricação por ter enviado o suposto pistoleiro ao comitê do PMDB para filmagem e não à polícia.
Tudo isso remete em flash back ao maior estelionato eleitoral do Paraná e que teve continuidade na nomeação de um nonagenário, o Baiano da Foice, que operava como testemunha viva do despejo de posseiros no Oeste, pelo Caíto Quintana, chefe da Casa Civil.
Está aí algo que une Requião a Osmar e que não é conveniente lembrar. Por sinal que depois de cassado pelo TRE Requião teve em Osmar Dias seu defensor máximo nas batalhas de ruas (comícios, passeatas) ao lado de Mario Pereira, vice-governador. Hoje todos distanciados, uns dos outros.
O Tribunal cometeu um descuido ao não ouvir Mario Pereira que como substituto legal de Requião e vice-governador era ''litisconsorte necessário''. Quando o processo chegou ao final, o governador já tinha praticamente exercido o seu mandato e foi declarada a ''perda de objeto''.
Pedalando
Um dos rachas no PMDB foi sobre o uso das bicicletas entre o Luiz Caron, coordenador de Curitiba, e o Nizan Pereira. No esboço da campanha que veio à mídia dizia o seguinte sobre o tema: ''Projeto Bike-Req'' com utilização de esquadrões de bicicletas (reunidos em grupos de 20 a 40 bicicletas com maxi-bandeira de campanha), totalizando 800 unidades, distribuídas de forma proporcional ao número de eleitores às oito coordenações regionais.''
Caron é pela pedalada, Nizan acha caro e supérfluo. Alguém ''roda''.
Suspense
Como o pessoal da ''IstoÉ'' disse que a matéria investigativa sobre Osmar Dias não está concluída, a entrevista coletiva teve o condão de gerar expectativa e criar mais suspense. Pelo que se percebe a patetice não é monopólio de Requião com aquela operação de ganhar o pleito por WO. Também no PDT há Moe, Curly e Larry. Ninguém quer ser o Curly, o maxi-bobão.
Só os Simões?
Com o fechamento adequado da ''Casa do Povo'' de Iris e Carlos Simões é de perguntar-se se é o único caso de assistencialismo a ser combatido. Rádios que os seus comunicadores, em nome de candidatos, dão esse tipo de assistência não estariam incorrendo no mesmo tipo de infração. Um pouquinho de investigação e dá para enquadrar muitos.
Os assistidos, com razão, chiam por falta de dentaduras, fraldas, cadeiras de rodas, remédios, roupas e alimentos. Afinal quem substitui os populistas?
Ambiente
O porto de Paranaguá foi causa eficiente, com a explosão do navio chileno ''VicuÀa'', de um desastre ambiental de porte perceptível hoje nos resíduos de óleo nas ilhas da baía e especialmente nos manguezais. Pois agora ecologistas se preocupam com a tal da dragagem pontual, que não tem Relatório do Impacto ao Meio Ambiente, Rima, que por agir em sedimentos de fundo provavelmente contaminados, afetará a ictio-fauna de toda a região.





