Haja metáforas
Um tanto quanto decepcionado com a perda de aliados que tinha como certos, o governador voltou ao emprego de metáforas para referir-se aos que dele se distanciaram, alegando que ''um deles pediu três quilos, outro um quilo e seiscentos de alcatra de unicórnio dourado''. Dá para arriscar a decodificação: cada quilo uma ''milha''.
Como de costume faz a denúncia sem dar nome ao ofertante, como naquele caso, já quase esquecido, da proposta de 8% para entregar a um banco o capital da Paraná Previdência. Posa de honesto e incorruptível, mas se não entrega o autor da jogada incide, pelo menos metaforicamente, também em ato de prevaricação.

Mais patetas
Se o governador chamou de pateta a tríplice aliança que buscava acertar tudo para uma eleição sem traumas, o que ele dirá da sua bancada na Assembléia que deixou passar o plano de carreira de professores e servidores da Educação e mais o reajuste? Com o constrangimento de vetar a iniciativa num ano eleitoral lança gasolina numa fogueira, depois das festas juninas.

PSB com Osmar
O PSB vai se coligar com o PDT no apoio ao senador Osmar Dias. A figura mais forte do partido no Paraná, posto que normalmente discreto, é a de Jaime Lerner, um reverso de Requião em todos sentidos, famoso internacionalmente, (ainda agora em Chicago numa amostra que homenageava Leonardo da Vinci estava numa galeria dos arquitetos mais criativos do mundo) e no país, mais na sua profissão, que sempre exerceu, e na de gestor do que como político.

Patética
Uma nota na imprensa, aparentemente assumida pelos coordenadores do projeto da eleição sem risco, revela que os três apontados como patetas se mostram ofendidos pela desconsideração do governador. Vestem a carapuça do apodo, mas reagem com indignação ao que consideram uma injustiça. Esclareça-se que havia muito mais gente envolvida naquela operação e que hoje vai ter desdobramentos na convenção do PSDB. Se emplacar a aliança com o PMDB, o que não evitará o ''racha'', haverá recuperação parcial do terreno perdido.

Bate-pronto
Já estamos em campanha. Requião baixou o tacape em Rubens Bueno e numa nota, muito inteligente, veio a resposta do PPS: ''É o que se pode esperar de um governador que masca mamona e cospe palavrões''. É o aquecimento dos atletas antes de o jogo se iniciar.

Lula-Arns
Dizem que a criação de Lula como personagem político é da dupla Mino Carta- Cardeal Arns, de São Paulo. Pois agora o Flávio Arns, parente do religioso, vai ter na identificação com o ex-líder metalúrgico seu fator de arranque. Os anúncios que mostram o governo federal com maior atuação do que o estadual no Paraná, circulando em institucionais, vai favorecê-lo. E gestar um referencial para confrontos de obras e serviços. Bom para ele, ruim para Requião.

Folclore
No número 47 da revista ''Idéias'' o chargista Simon Louis Ducroquet exibe Lula desalentado vendo Requião, de roupa de casório, com a noiva Geraldo Alckmin. Isso pode não acontecer, embora seja a promessa jurada de Hermas Brandão, até para vicejar a vice, um ''cover'' de Aníbal Khuri sem o talento e a sedução do original, mas com muitos outros pontos em comum.

PSDB
Lerner acha que o PSDB deve lançar candidato próprio. Pelo jeito não está seguro de que o quadro, como se apresenta, garante o segundo turno.

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