LUIZ GERALDO MAZZA
Bom de palpite
Se o senador Osmar Dias for bom de palpite em política como se mostrou no futebol pode ir preparando a faixa, não a da perna operada, para assumir o governo. Depois de entrevista na CBN, instado a dar um palpite sobre Brasil e Gana, acertou em cheio no 3 a O.
Como fez tantas exigências prévias (em alguns momentos até irritando por sua indecisão), é provável que tenha a mesma convicção apontada na classificação para as quartas de final do Brasil e a dele para o segundo turno.
Laranjice e sorvetão
O PMDB, por sua bancada de deputados, dizer-se a favor de Alckmin pode ser do interesse de Hermas Brandão, mas não convence a direção nacional do PSDB. Aliás, não acrescenta um só voto. Omissão pastosa a do prefeito Beto Richa que só pensa na competição da Fórmula Turismo.
Outra laranjice (ou seria um sorvetaço na testa?) seria aquela operação que garantiria a vitória de Requião sem disputa.
Mais alquimia
Agora, depois de se frustrarem com a manobra para evitar disputa, botaram no ''disparo'' outra jogada de alquimistas: a de impugnar a candidatura de Alvaro Dias ao Senado porque foi no lançamento de Osmar Dias, fato que só se tornará legal com a convenção de sexta feira.
Nem tanto
Assinado por Moe, o comandante dos três patetas, um protesto no blog do Zé Beto contra a comparação com os integrantes da equipe do PMDB que acertava a eleição ''prêt à porter'' de Requião. Três patetas, três mosqueteiros ou três marqueteiros.
Radares
Dentre as razões que examinam o contrato da Diretran e a Consilux relativo aos radares de trânsito no Conselho Superior do Ministério Público estadual as mais fortes são a inconstância do governo estadual, que primeiro condenava o sistema com parecer específico de Botto de Lacerda e depois passou a apoiá-lo, por força da coexistência Requião-Beto Richa. Cândido Gomes Chagas juntou 20 documentos na contestação e junta depoimentos de Marcelo Almeida, então no Detran, e Randal Prates Marques, da Diretran, taxando a cobrança de ilegal.
Folclore
Uma ameaça aos professores, já adotada em gestão anterior, quando a crise entre governo e APP atingia o auge, é a de cortar a forma de pagamento pela Secretaria de Administração, obrigando a entidade a fazer, ela própria, o atendimento dos associados não mais pelas consignações. Crudelíssima, puro terrorismo, além de manifestamente ilegal.
Da mesma forma que a greve é a ''ultima ratio'', uma agressão dessas é pior do que lançar bombas em manifestantes e que derrotaram Alvaro Dias. Professores podem repetir aquele ritual de ficar de costas e vestindo luto ante o palanque de Roberto Requião.
Juízes, quando confrontavam Requião no primeiro governo, adotaram medida radical: retiraram os depósitos judiciais do Banestado e passaram ao Banco do Brasil. Vai além da ''ultima ratio'', derradeira razão.
Por sinal que o terror já começou com a determinação para que dirigentes sindicais, liberados pela praxe e nas regras de convívio, voltem ao trabalho.
Humor
No número 47 da revista ''Idéias'' uma charge de Simon Louis Ducroquet exibe um Lula desalentado vendo Requião de braços dados com a ''noiva'' Alckmin. Isso obviamente não vai acontecer, embora seja promessa do Hermas Brandão, um clone de Aníbal Khury sem o talento e a sedução do original, mas parecido em tantos outros referenciais.





