LUIZ GERALDO MAZZA
Empulhação por método (I)
Com o debate em torno de abrir ou não a pracinha do Batel tenta-se sugerir que Curitiba seria fiel ao Plano Diretor. O casuísmo comanda: a rua D. Pedro II foi interrompida por um prédio, o Springfield, de moradores políticos e empresários afinizados com a ''tchurma'', e afeta justamente a área em discussão.
Novamente o plano é submetido a um interesse comercial. Urge doses de Engov preventivo.
Bingo
Mal soube de uma decisão do Tribunal Regional do Rio, que liberava duas casas de bingo em Curitiba, o vereador Fábio Camargo, que tem se valido da área para sua plataforma, deitou falação nas rádios. Ele deve saber que dois candidatos a deputado estadual, Caíto Quintana e Luis Claudio Romanelli, chegaram antes no pedaço e não cumpriram o prometido.
Batman
Para prevenir zoonoses, transmitidas por gatos e cães, e temendo o risco de casos de raiva humana, há vacinação anti-rábica em massa no Bairro Alto porque foi encontrado um morcego morto e contaminado. O cidadão Antonio Carlos tentou entregar um morcego em instituições sanitárias e face ao jogo de empurra para definir se o bicho era estadual, municipal e federal desistiu.
Igualdade
Lembro de um discurso de Munhoz da Rocha num Congresso Eucarístico em que lembrava do sentido igualitário da humanidade diante da expressão simbólica tanto lembrada anteontem em ''Corpus Christi''. Em Curitiba se avançou ainda mais na noção visceral de igualdade com as manifestações gestuais, durante a missa, para atender deficientes auditivos.
Terceirização
Uma campanha pela internet discute a validade da cobrança pela Associação Comercial e Industrial de Paranaguá (em troca de manutenção preventiva e corretiva e de limpeza do corredor) da taxa de vinte centavos por tonelada movimentada no terminal. De qualquer modo é sinal de fraqueza institucional.
Como seria também o caso da Associação Comercial do Paraná abrir mão daquela proibição de ter como presidente um secretário de Estado. Mas não me venham com borzeguins ao leito sugerindo uma independência que raras vezes é exercida como se deu com Oscar Schrappe Sobrinho, Carlos Alberto de Oliveira e em algumas atitudes do Domakoski e do Slaviero. Em relação ao município da Capital a submissão chega a ser irritante como se a ACP fosse um apêndice.
Folclore
Ronaldo diz não temer o banco. Mas o temor, segundo aquela sugestão do Lula, é do banco que mal resistirá ao atleta e quebrar por excesso de fundos.
Bancos
Um vereador londrinense quer que bancos ofereçam sanitários e bebedouros aos clientes. Às vezes a fila do sanitário é mais demorada que a outra. De qualquer modo a iniciativa é boa porque a moleza em relação aos bancos é demais, uma delas na disparatada diferenças das taxas em nome da competição e que não é coibida.
Papo furado
Lula vem aí a semana que vem. Logo depois da decisão do PDT se sai ou não com candidato presidencial. Tudo jogo de cena: Requião obviamente vai com Lula e essa história de afirmar que faz pactos em cima de programa e ideologia é uma farsa absoluta. Qual é o programa, a diretriz dele, no seu governo: a tapeação de que é temido pelas multinacionais ou de que faz um governo socializante?





