Temor reverencial
A imprensa engajada abertamente ou semi-engajada entrou na onda de ''queimar'' a hipótese de Alvaro Dias ser candidato ao governo e isso mostra que a fonte desse tipo de noticiário é aquela mesma que dava a entender que Requião não teria adversários, porque até Osmar Dias dele se aproximaria bem como o próprio PSDB.
Resultado: ao invés de despertar a hostilidade dos que não apreciam a figura do senador a ficha que caiu foi a de que o situacionismo, que conhece a sua aplicação e determinação, hoje alimentadas pelo espírito da denúncia, o torna como o mais competetivo de todos os que foram cogitados. Gol contra.

Rascunho
O apelido do Lindesley (o prenome lembra um dos personagens do humorista Diogo Portugal) Rodrigues, quando universitário, era Rascunho. Ele o aceitou para conviver com a caricatura, já abreviada para Rasca, que, em seguida, incorporou ao nome. É uma das figuras diligentes, engajadas, do governo Requião e é, ao contrário da mediania, um intelectualizado. Tanto que baixou, como secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e diretor presidente do Instituto Ambiental do Paraná, uma portaria de número 85, de 19 de maio de 2006, revogando uma anterior de número 80, usando como justificativa nos ''considerando'' uma reflexão do atormentado filósofo Nietzsche. Ei-la: ''Uma vez tomada a decisão de não dar ouvidos aos melhores argumentos opostos, sinal de caráter forte. Ao mesmo tempo, uma ocasional vontade de estupidez''. Já nos ''finalmente'' o artigo 1º torna sem efeito a portaria 85 e no 2º entra em vigor na data de sua publicação etc e tal.
A identificação do Rasca em Nietzsche tem tudo a ver: ninguém tratou com tanto cuidado da figura do Super Homem, não o da história em quadrinhos. E por isso foi tido, ao contrário dos que o vêem como um nihilista, como uma das árvores do existencialismo, aquele mesmo de Sartre, Gabriel Marcel, Merlau-Ponti, Kierkgard e tantos outros.

Eixo
Quem não faz parte daquele grupo que gravita no poder municipal para tentar habilitar-se em concorrências tem que fazer que nem a Construcap que segurou por muito tempo o andamento do Eixo Metropolitano. Com a decisão recente em favor da Prefeitura, escorada no fato de que o Banco Mundial, órgão financiador, não concordava com a vitória da empresa na licitação, há a esperança de que a obra seja tocada, ainda assim com risco de interrupções judiciais. Não deixa de ser estranha essa facilidade operacional com que um órgão financiador não assimila uma decisão judicial, o que pode constituir-se numa das patologias possíveis da globalização.
O importante, no entanto, é que saia de vez o Eixo, apontado como uma espécie de obra final das intervenções governamentais na Grande Curitiba. Requião não a apoiou, mas pode fazê-lo face às boas relações com Beto Richa.

Chimelli
O ex-prefeito de Rio Branco do Sul, Bento Ilceu Chimelli, foi intimado pelo Tribunal de Contas, mês passado, a recolher em 15 dias aos cofres públicos a importância de R$ 10.164.592,01 (dez milhões, cento e sessenta e quatro mil, quinhentos e noventa e dois reais e um centavo). Essa cobrança é valor atualizado até 31 de janeiro de 2006.

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