LUIZ GERALDO MAZZA
Reparação moral
A Assembléia Legislativa, conforme a tradição, tem sido de uma subserviência radical ao Executivo. Essa concessão recente para manipular o orçamento em R$ 1,7 bi é incompatível, institucionalmente, com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Por mais que essa verdade se imponha, o absurdo foi atendido.
Na próxima terça-feira a CCJ examina o pedido do deputado Edson Praczic para processar o governador por acusação infundada, o que o Legislativo reconheceu ao arquivar a questão, de que pretendia receber mensalão. Um mínimo de dignidade imporia que o assunto fosse a plenário, já que a rejeição virá como sempre acontece, tantos os pedidos anteriores igualmente bloqueados.
Oportunidade para que o ofendido, de instituição também ofendida, fale.
Ironia
Onaireves Moura, anteontem: eu sou a Bia Falcão. Só que a novela dele deveria chamar-se Sujíssima.
Recurso
Dentro de uma semana, a questão do nepotismo pode ser decidida no Conselho do Ministério Público estadual: o arquivamento do pleito do PPS para que os parentes do governador fossem demitidos gerou recurso a ser apreciado dia 22.
Enquanto isso já existe fundamentação jurídica, parecer de especialista, que garante o exame das PECs (duas) não examinadas na Assembléia.
A decisão da juíza de São Mateus do Sul aplicando sanções por causa do tema em prefeitos e presidentes de Câmara Municipal, devido às representações do próprio MP, reativa a questão quanto à simetria de tratamento. E isso também influi na tramitação estadual.
Forfait
Um canal de televisão da França está no Paraná documentando a situação da agropecuária. Apesar de terem agendado entrevista com o diretor do Porto ela não aconteceu porque ele não compareceu.
Segundo turno
Embora a posição aparentemente tranqüila de Requião, a eleição, mesmo com as indefinições de oposição, terá segundo turno. É a taxa de rejeição que indica essa inevitabilidade.
Folclore
Brizola costumava referir-se às perdas internacionais (relação de preços na troca entre matérias-primas e produtos industrializados) e agora só falta o Evo Morales usar o mesmo argumento para justificar sua postura em relação ao Brasil. Brizola encampou empresas estrangeiras e depois o governo, vale dizer o povão, teve que pagar US$ 420 milhões de indenização pela bravata. Sarney se recusou a pagar a dívida externa e só tomou consciência das coisas quando começaram a arrestar navios e aviões brasileiros no exterior.
Não sabia
Um setor, de áulico naturalmente, da prefeitura de Curitiba argumentava que Beto Richa foi induzido a erro ao admitir as placas de sinalização, a pretexto de atender às duas convenções da ONU, a um custo absurdo de R$ 10 mil cada. É a síndrome de Lula que não sabe, não viu, não ouviu e não está nem aí.
Um outro espinho é a questão dos radares e que beneficia a Consilux. Esse tema está na pauta do Conselho do Ministério Público.
Advogados
Temendo a hipótese de ficarem de fora da mensagem que beneficia delegados de polícia e procuradores, advogados do setor público estadual se reúnem em assembléia amanhã. A simetria e isonomia de tratamento é o argumento.





