Banco sob suspeita

O governador reiterou ontem na ''escolinha'' o que havia dito no dia anterior nas ''Mãos Limpas'': um banco tentou suborná-lo no valor de 8% do capital integral da ParanaPrevidência (como passa de R$ 3 bi seriam no mínimo R$ 240 mi) caso transferisse esses recursos. Embora sua boa performance no agito promocional, comprovada nos seus indicadores de opção eleitoral, seu nível de credibilidade deve ser muito baixo porque órgãos da imprensa nacional não dão bola para as suas arremetidas, mesmo quando bombásticas.
De qualquer forma adiantou que a Polícia Federal está investigando o assunto. Como não disse o nome do banco, mas adiantou tratar-se de algo ligado à bocha, o que se interpretou como expressão espanhola, permaneceu a interrogação.
Pode ser assunto sério, porém não se afasta a hipótese de mais um factóide, de uma tempestade emocional para mostrá-lo como uma versão do Bigorrilho de Hugo Chávez a enfrentar os gigantes nacionais e multinacionais. Pra quem acredita um prato cheio.
Não se deve esquecer da forma retumbante com que anunciou a fissura na barragem de Salto Caxias e da Usina de Araucária, que iria explodir, e agora quer comprar a El Paso.


Hoffa, novo paradigma

Geraldo Serathiuk, delegado do Trabalho, diz que já existem 170 municípios com fundos de pensão e operando obviamente com bancos. Sugere que Requião se mire no líder sindical Hoffa (celebrado em filme), norte-americano que surgiu no pós-depressão no apoio aos fundos de pensão. No Brasil, eles não passam de 10% do PIB e nos ''Esteites'' chegam a 70%.
Propõe encontro estadual de gestores dos fundos com seu estafe da área fiscal e de fomento para que operem concatenadamente em ações de desenvolvimento regional.
No primeiro governo Requião anunciou inovação previdenciária e que acabou desfazendo com o apoio costumeiro da Assembléia. A incompatibilidade surgiu porque um membro do Conselho Curador, ligado aos funcionários estaduais, alegou que a aplicação no Banestado rendia abaixo das taxas de mercado.
Detalhe: o corpo do Hoffa, líder caminhoneiro, até hoje não foi encontrado.


Narcisista leninista

Saque genial do jornalista Andres Oppenheimer do ''La Nacion'' da Argentina: chamou Hugo Chávez de narcisista-leninista. Explicou por que: enquanto prega o isolamento do Grande Satã, os ''Esteites'', e o repúdio à Alca, aumentou em mais de 100% suas exportações ao ''odiado'' parceiro. De US$ 15 bi chegou a US$ 34 bi em petróleo, ferro, aço, veículos. Importação não ultrapassa US$ 5,6 bi.
Críticos dizem que é um momento excepcional da economia venezuelana e que não está sendo aproveitado para melhorar os indicadores sociais. A pobreza é insumo que convém conservar para melhor manipulá-la como faraó no sarcófago.


Portuárias

No primeiro quadrimestre a soja teve queda de 8,48% entre 2005 e 2006, farelo de 4,39%, açúcar caiu 61% (554 mil toneladas contra 155 mil), fertilizante também oscilou para baixo em 0,25% (1 milhão e 206 mil para 1 milhão e 203 mil). Único item positivo o milho de 534.685 toneladas para 708.126.


Folclore

Paraná está crescendo, como dizia Manoel Ribas, como rabo de cavalo: para baixo. Segundo o IBGE, caímos na produção industrial, embora o governo ache que aumentando o salário regional melhora a renda e o nível de emprego. Políticos cada vez lembram mais os malabares que ficam nos semáforos expondo a sua arte com limões, laranjas e bolinhas de tênis. Fazem isso com nossa paciência.

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