Alienação

Antes se chamava de alienado, anos 50 e 60, quem não estava ligado no lixo da política e que não tinha posição contra o imperialismo, inutilidade operativa, como se sabe. Agora há outra alienação: a do mestre universitário que se imagina igual a um sem-terra ou alguém da sociedade complexa como a brasileira identificado com os bufões nacionaleiros e populistas da América Latina.
Que pobreza de utopia. E o nosso governador entra nessa e também na de dar razão ''científica'' às tolices vandálicas da Via Campesina e MST.


Heróis

Em ''Galileu Galilei'', de Brecht, há a frase ''infeliz do povo que precisa de heróis''. Aplicável à esquerda primitiva que vê como paradigmas o Chávez, o Evo Morales, Kirchner, Umala. Quem foi capaz de no imaginário ver a Albânia como o farol da humanidade tudo aceita como enaltecer Bin Laden e Sadam. Esse time não dá nem pra terceira divisão.


Igualdade

''Brasileiro não desiste nunca.'' Especialmente quando é corrupto e pretende continuar operando como se vê como rotina no cenário político.


Repeteco

O senador Alvaro Dias está repetindo a mesma encenação da eleição passada quando por sua insistência (e a intervenção do pai, patriarca da família) sacrificou Osmar que tinha tudo pra ganhar e que levaria até o próprio Requião a desistir. Está ligado de novo, tanto que esteve com Cassio Taniguchi.


Ansiedade

A ansiedade dos políticos e da mídia leva a subestimação das dificuldades de Osmar Dias, a primeira com o partido que faz o debate presidencial aqui no Estação Convention, dia 15. Se houver competência do PDT local e, é claro, a mobilização, a cúpula entenderá que o risco de ter um cabeça de chapa nacional, a não ser que coligado, é grande. Aliança com PPS é um alvo. Hipótese de Rubens Bueno como senador ou vice e Osmar para governo é avaliada. Seria a esquerda com filtro e desodorante: Roberto Freire na cabeça.


Folclore

Logo depois da série da Globo ''Os Maias'' um aturdido leitor se surpreendia nas estantes de uma livraria: ''Puxa como saiu ligeiro o livro, mal acabou a série da televisão!''


Cristianização

A declaração de André Vargas, presidente do PT, de que vota em Requião no segundo turno recoloca duas coisas: ''cristianização'' de Flávio Arns está a caminho pela descrença no seu potencial e conveniência de favorecer o PMDB, de quem o partido ''vermelho'', aqui mais pra ''laranja'', é estepe tradicional.


Redundância

''Cristianizar'' um Arns, qualquer deles, é sempre uma redundância.


Moleza

Derrubar a lei do mínimo regional, por inconstitucional, vai ser moleza: um dispositivo que manda aplicá-lo em acordos coletivos com valores abaixo de R$ 437 fere objetiva e claramente a Lei Complementar 103 de 2000. Leva jeito de coisa pensada, tal o descuido. Pergunto: o que fazem os respectivos estafes jurídicos do governo e do Legislativo?


Podres

Ministério Público estadual quer colocar em cena, outra vez, os títulos podres, precatórios, de Alagoas e que ameaçam com outros, também impagáveis, nos dois sentidos (engraçados e inexecutáveis) passar a Copel para o Itaú. Quando saberemos, detalhadamente, o envolvimento das corretoras? É parte do chunchão do Banestado. Parte visível do iceberg.

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