Partidos sem rumo

O único partido de verdade que havia no Brasil era o PT. Não é mais em função da desagregação interior sofrida. E o Paraná, há muito revela, pelo menos aqui na experiência acumulada, a sua falta de identidade ao portar-se como estepe de Requião, vício quase de origem em função de sua vivência no basismo das invasões urbanas.

Na questão recente do nepotismo, a bancada se reuniu e decidiu, por cinco votos a quatro, manter fechada a questão em torno da emenda Tadeu Veneri. Ora o fato de ter sido tensa a disputa e decidida por um voto não dá o direito aos minoritários de insistirem na tal da terceira hipótese que tentaria juntar os valores das emendas Veneri e Requião, claramente uma farsa.

A ''quebra'' (sic) de braços com o governador, referida por Natálio Stica, estava no objetivo da emenda Veneri, segundo ele e seus três acompanhantes, na verdade os que decidiram a derrubada da matéria. A subserviência é antiga e está exposta no fato de que Natálio Stica e Vanhoni (esse, além de tudo, o candidato a prefeito de Curitiba da preferência do governador, impondo essa solução no melhor estilo do rolo compressor) foram líderes do governo e jamais defenderam Lula quando Requião o atacava.

Na ''escolinha'' a submissão era manifesta quando Requião atacava Lula e dizia que ele nada fazia pelo Paraná, o que provocou uma resposta contundente evidenciando que a União fez mais do que o Estado-Membro e isso documentado. O feito do grupo fiel foi elogiado pelo presidente e adotado em outros Estados em que houvesse situações parecidas ou governos hostis. Essa turma, a mais fiel, liderada por André Vargas, levou a pior por ser mais petista do que antinepotista.


Melhores

Requião se dizia o melhor secretário de Segurança do país no começo do seu governo. Aliás, a Constituição proíbe e pune com a perda de mandato o gestor que acumular secretarias. Pega os dois Roberto e Pessuti, provavelmente o melhor da Agricultura. No dizer de Requião se dá com Maurício na Educação. Nada como falar pra dentro.


Fortuito

Para a prefeitura de Curitiba, queda de árvore, mesmo sendo pública e portanto do seu controle, em casa particular, é caso fortuito e sem indenização. Incrível como a proximidade do autoritarismo pega.


Folclore

Como a bancada petista havia decidido por cinco a quatro apoiar a emenda Tadeu Veneri, a fuga de quatro (Vanhoni, Stica, Pedro Ivo e Hermes Fonseca) se baseou num artifício aritmético: o de ''sticar'' a diferença de um voto. Esse hibridismo do PT vai fazer da traição uma rotina. Azar do Flávio Arns, que já é cristão e corre o risco de ser ''cristianizado''. Esclareça-se que o termo veio da eleição de 1950, quando o PSD queimou Cristiano Machado, seu candidato em convenção, para apoiar o vencedor Getúlio Vargas. Aqui ''requionam''.


Nepotismo

Depois de tudo o que aconteceu, o Ministério Público vai continuar cobrando o nepotismo nos municípios, ocultando o estadual? Afinal há quem entenda que a decisão do Conselho da Justiça, ratificada pelo STF, é autoaplicável.


Analogia

Concretamente no Paraná, em que pese a sua suposta modernidade, há até
mais coronelismo do que no Nordeste.


Poste

Segundo Cândido Gomes Chagas, até um poste ganha de Requião. Candinho não é bom profeta nas suas preferências, como se deu com Lerner. Dispõe-se até a apostar quando chegar a hora.

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