A fila de novo
O governo diz que acabou com as filas no Porto com medidas logísticas. Não é o que dizem os operadores que fundamentam o tema na queda das cargas. Ontem, no entanto, voltaram as filas no terminal e por uma razão muito simples: uma exportação de soja transgênica, já decidida pela Justiça Federal, encontrou a resistência esperada e está armada nova confusão. É assim na estrada, com o veto ao pedágio, e no porto com esse adágio. O governo surfa no conflito. E o Paraná, como todos sabem, perde. No final a viúva paga.

Mulher rebelada
Se há algo que mexe com o panorama político é a mulher desprezada ou até mesmo ludibriada pelo marido, namorado e protetor. Sua vingança é botar a boca no mundo e, como se deu com Nicéia Pita e com Maria Cristina, mulher do deputado federal do PL, Valdemar Costa Neto, elas agregam aos fatos a fúria da paixão. Comenta-se que há uma situação bem assemelhada no Centro Cívico, só que a denúncia deu em nada porque o que a recebeu nada podia fazer contra o aliado cheio de informações recíprocas que foi acusado. A água no arquivo se limitou à perda do emprego da irada que pode ainda balançar o coreto no ano eleitoral.

Sercomtel
Economistas e estudiosos de mercado analisam na Copel não só a baixíssima rentabilidade da Sercomtel de que é sócia (45%) como também as decisões de caráter político sobre a não venda da empresa. A estatal está disposta, como já anunciou, a cooperar com o fortalecimento da telefônica.

Perplexidade
O sindicato dos bares, como se vivêssemos no tempo do faroeste, baixou ordem proibindo a entrada de Leandro Machado Mota, autor dos disparos que matou uma jovem, nas casas de Curitiba. Só falta o cartaz do ''procura-se''. Ora o caso está na Justiça e essa é que pode decidir algo de concreto a respeito. A proibição é entendida, da mesma forma que a ''lei do silêncio'' em cidades metropolitanas, como um ato de desespero diante da violência sem controle.
Lamentável, até porque empobrece o debate, mas vai ser tema eleitoral o estado de anomia em relação aos crimes.

Folclore
Na Indonésia, a ''Playboy'' vai sair sem mulheres nuas para respeitar as leis muçulmanas. Mais ou menos o que a turma do PT e base aliada queriam fazer com a imprensa botando controles ''sociais'' na informação.
Mas ''Playboy'' sem mulher pelada é como King Kong sem o macaco e escolinha e TV Educativa sem Requião.

Karina
Está em incubação mais uma Karina Somagio, agora aqui na aldeia?

Ironia
Há mais crack na fronteira do que em nosso pobre futebol. Até ursinho de pelúcia e fraldas servem para escondê-lo.

Distrital
''Sou um deputado distrital'', disse, com sua habitual modéstia, Osmar Serraglio, ao destacar numa entrevista sua presença constante junto ao seu eleitorado a noroeste. É um homem de cultura clássica, deixando escapar nas suas falas a intimidade com Voltaire e Rousseau. Pelo seu trabalho na CPMI, um orgulho mais do que legítimo da terra. Bem acima dos obtidos por Alvaro Dias e Requião nas CPIs de que participaram (futebol, terra, precatórios).

Lentidão
Só agora começa a pingar denúncia e enquadramento criminal nas atuações dos que atuaram nos títulos podres do Banestado. Se for fundo a genealogia, ora alcançada nas CC-5, vai ser afetada outra vez.

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