LUIZ GERALDO MAZZA
Estatais vão bem
Segundo o governo, as estatais vão bem, mas há problemas nas três maiores: Copel, Sanepar e Porto. Nesta, o ex-chefe de gabinete ataca a direção, na Copel a faixa de conflito não é pequena e na Sanepar a reunião do CAD, Conselho de Administração, teve seu ponto forte no voto de um conselheiro, cuja cópia circula como borboleta por aí, em que acusa várias irregularidades. Ora é sabido que o governador ainda, apesar das evidências práticas, cultua, como visão ideológica, a refundação do Estado Provedor e como o conselheiro chama de sangria de R$ 41 milhões o reajuste concedido à empreiteira Pavibrás, a questão mereceria reflexão.
Mesmo que faça parte de uma emulação entre ele e o Procurador do Estado e tenha havido um massacre numérico no Conselho em favor do reajuste, a Requião não há outro papel, que não o do esclarecimento, ainda mais depois que festejou o isolamento do Consórcio Dominó, de quem falou tanto mal.
Dorminhoca
A Guarda Urbana é dorminhoca: um prédio, ao lado de sua sede, foi pichado de cabo a rabo. Já dizia o brocardo jurídico: dormientibus non sucurrit jus, os que dormem o direito não ampara. E pelo jeito nem a polícia, seja estadual, federal ou municipal.
Albergue
Aos poucos instituímos o Estado-Albergue no Brasil. Segundo o IBGE, 15% dos domicílios do país têm pelo menos um beneficiado pelos programas sociais. No Paraná 13%, quase 400 mil domicílios. Nessa marcha, dentro em pouco quem tiver carteira de trabalho assinada será da elite neoliberal e sujeito a sequestro.
Bronca
Hoje tem reunião do Conselho da Autoridade Portuária, CAP, em Paranaguá: na pauta algumas das licitações (dragagem, silo de granéis sólidos, terminal de fertilizantes), alvo de contestações do ex-chefe de gabinete, Paulo Moacyer Wilhelm Rocha Filho que pretende ingressar com ação popular.
Folclore
Estudantes saíram às ruas e não estavam de cara pintada. A causa é o passe livre nos ônibus e sem ele a operação pula-catraca, a guerrilha possível num país em que a invasão de terra também é gincana. Collor é um sacristão perto do quadro atual e os órgãos estudantis, como o Lula, nada enxergam.
Rotulagem
O rótulo nem sempre expressa a substância, embora os homens de marketing insistam na existência de simetria. O ''Velho Barreiro'' é apresentado com o slogan ''até a garrafa é coisa fina''. Ou aquele banco que assegura que pelas vantagens que oferece nem parece banco. Ou ainda aquela do Requião, primeiro governo, para espicaçar o Bamerindus sugeria que o Banestado era o banco sem banqueiro. A lei estadual que obriga a rotulagem vai ser contestada como aquela outra que o STF derrubou sobre assunto congênere, quando se pretendia impedir a circulação no território de transgênicos. Claro que ela fez algum sucesso nos encontros da ONU e certamente não será questionada agora no calor das conferências de biossegurança e biodiversidade.
Paciência
A escolinha de anteontem não serve como vacina. Muitos diretores esperavam que Requião falasse em reajuste. Segundo a APP, os registros da operação tartaruga, aula de 30 minutos, são, em todos os núcleos, superiores a 85%. Há um compromisso geral em torno da proposta pelas associações de diretores, do fórum, que asseguram o êxito da passeata no dia 28 ao Palácio Iguaçu. Depois o jogo de paciência e, se necessário, a greve. Esse o quadro que a APP enxerga.





