Minorias tirânicas

O episódio da derrubada do nepotismo pelo STF revelou o óbvio: nem os magistrados em maioria concordavam com algo de que não desfrutavam, isso claramente mostrado nas posições da categoria em associações nacionais e regionais, e muito menos a sociedade. Minorias privilegiadas e que por tradição se valiam do recurso já não poderão ostentar o papel de casta.
Da mesma forma que o Exército como instituição não pode ser apontado como autor da violência institucional no Cone Sul (via órgãos de inteligência e de repressão), tanto que a maioria estava fora do crime como se viu no Chile e na Argentina, a magistratura não desejava um ônus que tanto deslustrava sua imagem. Os plebiscitos da categoria o demonstraram o quanto a cúpula e parte da hierarquia vertical se distanciava da base. Um caso de minoria tirânica.

Político & seguro

Político lembra agenciamento de seguro: na hora de vender o peixe se mostra polido e prestativo, na de cumprir o prometido empurra com a barriga. Quando você busca apólice antiga em seguradora dá vontade de chamar a polícia, tantas as dificuldades burocráticas que aparecem ao contrário da rapidez e educação do momento da venda.


Correção

Dados sobre exportação ontem foram dados em reais quando são em dólares. No geral da exportação o Paraná auferiu 9 bi 259 milhões e 182 mil dólares e importou 4 bi, 45 milhões e 668 mil dólares isso em 2004 e subiu para 9 bi 959 milhões e 38 mil dólares em 2005 e 4 bi 533 milhões e 456 mil em importação.
A questão referida é a de Paranaguá que caiu de US$ 2 bi 632 milhões e 83 mil para US$ 2 bi 121 milhões e 48 mil na exportação. Importação caiu também de US$ 616 milhões para US$ 390 milhões.
Curioso é que Itajaí em 2005 quase empata com Paranaguá com US$ 2 bi e 88 milhões na exportação e US$ 779 milhões em importação. Está visível que o complexo daquele estado (Itajaí, São Francisco, Imbituba, Laguna e mais os futuros de Itapoá e Navegantes) superará os nossos terminais (parados no tempo) a curto prazo. É visível a transferência de cargas por causa daquilo que todos, de bom senso, deploram: a gestão temerária.
Uma das nossas marcas é a da baixa importação que antes era quase zerada ante os novos estágios da industrialização, montadoras por exemplo e com baixos níveis de nacionalização, e da tecnologia no campo.

Folclore

Octávio Cesário Pereira Júnior, secretário de Justiça, visita a Penitenciária Central do Estado e um preso, numa das galerias, o reconhece saudando-o: ''Até o senhor, seu Jaburu, está por aqui?''

Nepotismo

Vai ser divertido aplicar a regra do nepotismo no Executivo estadual. Se os parentes forem defenestrados faltará quadros para substituí-los, o que também não surpreenderá ninguém.

Massacre

Com toda essa conversa de preservacionismo (atiçada pelas Ongs) justamente em Guaraqueçaba é comum fazer conservas com alevinos de manjubas como tira-gosto. Tira gosto, especialmente, dos ambientalistas que se irritam com isso e também com o massacre na costa catarinense da manjuba e sardinha, com o que rompem a cadeia alimentar, pela pesca industrial do atum em mar alto.

Tédio

Morreu no meio do Big Brother. Causa mortis: tédio e que tédio!

mockup