Voluntarismo crítico

A maneira veemente como Requião pediu o apoio da sociedade à luta contra o Itaú, mormente nos casos da prorrogação da permanência das contas públicas e no das multas que o erário sofre por causa dos títulos podres, não transmitiu convicção, mas dúvida, tal qual se dá com o pedágio, embora o absurdo de como ele é praticado no Paraná. O fato de a causa ser boa não garante a vitória nem nessa e nem nas demais pendências. Voluntarismo apenas é insuficiente. Bancada federal, por exemplo, foi procurada? Outra questão: forças externas, via pressões sociais, são válidas, às vezes configurando a resistência civil, mas sabidamente precárias em casos em que o front decisivo é o judiciário.

Previdência

Não fosse a capitalização da ParanaPrevidência com os royalties antecipados de Itaipu ela não estaria no ''ranking'' nacional. Deve-o, pois, à boa relação entre a gestão anterior e a binacional de Itaipu. Leia-se Euclides Scalco.

Chumbo trocado

Paolicchi e Gianoto, hoje beneficiários de habeas corpus, estavam na campanha de reeleição de Lerner e na senatorial de Alvaro Dias, a do acordo branco, e são novamente investigados. Como a PF vai em cima, por ordem do Ministro da Justiça, dos documentos de Furnas, que pega o time da oposição, percebe-se que há chumbo trocado e que o governo vai consolidar a tese de que todos são iguais para obter a ''compreensão'' do público. Nessas e em outras sortidas, um personagem invariável: o doleiro Youssef que, beneficiado pela delação premiada, entrega todo mundo e o material drena para a campanha eleitoral.

Soraya

O ''staff'' petista no Paraná levou dois dias produzindo informações para deputados e senadores do partido no sentido de neutralizar as declarações da Soraya Garcia. Ela confirmou o Caixa 2, ações da GTech e o escambau. E para complicar acusou o ministro Paulo Bernardo de distribuir R$ 100 a cada operador de boca de urna. Mais um capítulo da autofagia. E inverossímel.

Folclore

Quem não viu a cena da mamona na tv está agora acompanhando tudo pelo sítio do Guilhobel, Gazeta de Novo, via Internet. Hilariante. Como folclore isso lembra o conceito de obra aberta de Umberto Ecco, pois o mais divertido é o aproveitamento que cada pessoa faz da situação no exercício de criatividade.
Há situações que começam na área pública e terminam na privada. Como aqueles homens que abandonam a vida pública para se recolherem à privada.

Eixo

De repente o Bid se irrita e desiste de financiar o Eixo Metropolitano. Além de economizar os 10% que iria desembolsar, a prefeitura se atraca no terço de rezar. E lá se vai a obra-chave que a cidade esperava e que pelo jeito está com o DNA do embargo.

Balneabilidade

Em reuniões o governador tem chamado a atenção para o fato, por exemplo, de a própria dependência do IAP em Guaraqueçaba lançar esgoto no mar e também a Sanepar e a Colônia dos Magistrados fazerem o mesmo em Guaratuba.
Diante desse cenário não impressiona o contágio de rotavirus na equipe da Paraná Esporte que estava nas praias.

Solidariedade

Sentimento de união não é o forte da mídia: da mesma maneira que um jornal é atacado pelo governo e o PMDB no tempo da ditadura o grupo Paulo Pimentel sofreu o diabo (perda da programação Globo, da Rádio Iguaçu, invasão do jornal e tv pela PF) e também não obteve solidariedade. O assunto merece reflexão.

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