PMDB murcha

Estudo recente mostra que o PMDB em Curitiba é como rabo de cavalo na parábola de Manoel Ribas, que cresce para baixo. Em 1996 foram obtidos 20,8% dos votos para a vereança e a queda persistiu em 2000 para 15,9 e depois, com a desastrosa adesão ®MDBU¯a Ângelo Vanhoni, em 2004, vai a 7,4%, mais do que a metade.

¯
Repouso

Aeroportos do Brasil contam com uma novidade: área de descanso, dimensões de um box em que o usuário pode tomar banho e dormir. Já funciona no Afonso Pena. Invenção de Walter Castro, empresário paranaense, que pretende levar a novidade a todos os aeroportos do País, especialmente os de porte.

Paraguai

Adversários de Alvaro Dias costumam chamá-lo de ''cavalo paraguaio'' porque sai na frente nas pesquisas e depois entra em queda livre. Pois agora ele está interessado na eleição do Paraguai, ligado ao general Oviedo, da oposição, e que se encontra em ''cana''. Curioso é que Requião tinha igual afinidade.


¯Leopardo

Como no drama de Lampedusa sobre a revolução garibaldina as coisas ameaçam mudar para ficar do mesmo jeito. Assim é na Prefeitura de Curitiba com as promessas de endurecer contra o transporte coletivo, cessão de automóveis para serviço público, informática e radares eletrônicos. Permissionários ficaram com os seus negócios. Já Requião ameaça desatar nós e neles aplica nó cego.

Pedágio

Embora tenha perdido todas as demandas, não se pode negar, ainda que de forma remota, a influência da resistência de Requião na baixa de 30% no pedágio dos novos contratos, três deles no Paraná. Ainda assim é caro. Não entendo como é que se possa cobrar pedágio da BR 116, sentido Curitiba-Rio Negro, uma pista, detonada, pelo menos depois da Ceasa, Pinheirinho.

Máximas

Orlando Carlini, o Careca: ''Em Curitiba nem inimizade prospera''. É só ver a do Cândido Gomes Chagas contra Lerner-Rischbieter-Taniguchi e agora Requião para perceber que se as relações não prosperam ao menos ''encruam''.

Folclore

Aula de história da civilização em Paranaguá com o professor Pedro Stenghel Guimarães: ele pergunta ao Roberto Acioly Veiga, o Pinto Louco, as obras de Nabucodonosor. Ele vai citando os Jardins Suspensos e tantas outras e resume: ''Muitas, quase tantas quanto as do prefeito Paulo Cunha''. Paulo Cunha, pai do Mário, hoje londrinense, foi um prefeito dinâmico da cidade. Uma das novidades, a fonte luminosa na frente da estação ferroviária, causa dos meus espantos líricos de infância.

Centro Cívico

Não há Plano Diretor do Centro Cívico. Eis as provas: o Museu Oscar Niemeyer, jamais sequer imaginado; o trambolho do Fórum, ora cortado que nem bolo de aniversário e cuja paralisia se deu no primeiro governo Requião; o anexo da Assembléia e agora o do Tribunal de Justiça e também o do Tribunal de Contas.
O projeto do Centro Judiciário no Ahú o confirma. Terá fim, algum dia, a fome de edificações da burocracia?

Pólo cultural

Uma das derradeiras manifestações nossas que projeta o Paraná é a revista Et Cetera. A publicação tem circulação mais fora do Estado do que aqui. Supera, de longe, experiências anteriores como a publicação ''Forma''. Mas também tem companhia com o jornal ''Rascunho'' e a ''Coyote'' de Londrina como formas de expressão abrangentes, não provincianas, cosmopolitas no bom sentido.

mockup