Itajaí avança
Na segunda-feira, constrangimento com as confusões em torno da aftosa com a visita de uma delegação da União Européia no Paraná (a leviandade maior foi da Secretaria da Agricultura de afirmar precipitadamente a suspeita de um foco, seguida das confusões do Ministério) e euforia em Santa Catarina com a inauguração no porto de Itajaí do ''scanner'' que radiografa contêineres. Aqui a missão fiscalizadora da Europa, lá do grupo empresarial sino-americano que explora a novidade. O ''scanner'' na guerra radiografava foguetes e na paz dá segurança nos portos, carência visível nos nossos.

Memória
Nos anos 1970 houve um desastre ecológico na baia de Paranaguá: material do porão de um navio, em que se acreditava haver cianeto, determinou imediata interdição da pesca e consumo de peixes, crustáceos e moluscos. Na ida para a tevê (Canal 12, onde respondia pelo telejornalismo) encontrei um professor de Química que alertou para a impossibilidade de que o acidente fosse além de oferecer riscos a formas larvares de vida. Levei as observações para o mestre da área no Centro Politécnico da Universidade Federal, e feitos os cálculos ratificou aquela observação. Em pleno regime militar a minha equipe (a repórter Marise Helene Horochowski, cinegrafista e motorista) se serviu de peixes e camarões por minha sugestão e derrubamos um mito.

Debate
Na onda do Centro Vivo em Curitiba, estimulada pela Associação Comercial, há um debate sobre o retorno dos automóveis ao calçadão. Essa colocação é típica de quem não tem solução para a decadência do centro. Não será a volta dos carros que deterá a decadência, especialmente do comércio. Uma revisão nos critérios de tombamento de pardieiros é a proposta radical de um adversário histórico de Lerner, o jornalista Cândido Chagas, mas ele defende também a abertura para o trânsito em alguns pontos do calçadão. Prédios comerciais com a parte superior ociosa, servindo de depósito, é prova de sub-utilização. Uma necessidade impositiva é a volta das moradias no centro.

TC atuante
O Tribunal de Contas estadual está ferrando vários ex-prefeitos: Leopoldino de Abreu Neto, de Antonina, anos 1990, tem prazo até 28 deste mês para recolher aos cofres públicos R$ 76.614,58. A demora se deve ao amplo espaço de defesa concedido aos enquadrados.

Audiência superada
A audiência pública para o pedido de intervenção no Porto de Paranaguá está cancelada, mas o decreto, aprovado pela Câmara Federal, deve ser examinado em breve pelo Senado. O parecer do relator é pela intervenção, seguida do retorno da delegação à União. O senador Osmar Dias quer exame em profundidade com a correção dos desvios eventuais da gestão temerária, mas sem abrir mão da delegação em favor do Paraná.

Folclore
No Asilo Nossa Senhora da Luz, manicômio, inimigos de Roberto Requião, simulando desejar a sua volta ao governo, escreveram nas paredes ''Volta, Requião''. O curioso é que o atual diretor do hospital, Dagoberto, mestre em neuropsiquiatria, é também Requião, primo do governador.

Proteção
Para ajudar o Mercado Municipal em Curitiba a prefeitura extinguiu os pontos do Estar (estacionamento regulamentado) e garantiu maior rotatividade de uso. No histórico do Mercado há uma trajetória de protecionismo. A firma Gastão Câmara, que o explorava e vendia instalações e boxes, garantia num raio de mais de quatro quilômetros que não houvesse mercadinhos. Tanto que uma galeria da Praça Osório, pertencente ao Rutz, teve negado o alvará para exploração de um conjunto de mercearias.

mockup