Sequestro e notícia
Há mais de dois meses temos só no Paraná, descontando mais um de Joinville (SC), dois casos de sequestros ainda não resolvidos. O desmantelamento, no fim da semana passada, de uma quadrilha chefiada por um paraguaio, resgatado de uma área de segurança máxima de Curitiba, mostrou a eficiência da cooperação entre policiais paranaenses e catarinenses.
Como na divulgação feita ficou claro que os bandidos foram apanhados depois de receberem o resgate, essa circunstância obrigará sequestradores a aumentarem seus cuidados no fecho dessas operações e com isso há o aumento da angústia dos que ainda têm parentes nas mãos de bandidos em cativeiros. De um lado a comemoração do feito; de outro o receio de refinamento das gangues.

Estatística
O hábito de inflar estatísticas contamina: dos 5 mil kms de rodovias tratadas no ''tapa-buracos'' (e os 500 mil empregos) temos agora a de que no estreito litoral do Paraná estão mais de 2 milhões de pessoas. O cálculo é assim: Matinhos com 32 mil moradores fixos passa a perto de 600 mil; Pontal do Paraná com 19 mil passa a 400 mil. E como ninguém conta os buracos tapados e os migrantes litorâneos tudo passa a ter foros de verdade. Se há tudo isso entre Pontal e Matinhos-Caiobá, lá em Guaratuba chegaremos facilmente a um milhão.

O rolo
Operação toalete nos supermercados continua à vontade: o rolo de papel higiênico era de 40 metros, caiu para 30 e até para 20 e o Procon deixa. Se nem nesse produto prosaico funciona estamos perdidos.

Foz
Foz do Iguaçu, maior pólo turístico do Paraná e destaque no ranking nacional, chegou com as festas de fim de ano a um milhão e oitenta e quatro mil visitantes em 2005, um recorde. Essa estatística é juramentada.

Verticalização
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, adiantou, como é do seu hábito, o ponto de vista sobre a verticalização que responderá em consulta ao TSE, ainda em fevereiro: é contra porque se torna indispensável respeitar peculiaridades regionais. Seu voto é pela verticalização no âmbito estadual sem vínculo com o pleito presidencial.

Folclore
O delegado Pedro Darci de Sousa, Mamão, está no plantão e um guarda civil informa que na Praça Osório um oficial da Aeronáutica está numa transa no banco circular do logradouro. Diz mais: que o oficial se declara imprendível. Mamão vai até lá e o milico está ainda numa ''boa''. Ele o interrompe, pede as credenciais, recebe a identidade do aviador, alega que está muito escuro e que precisa de luz para ler e vale-se rapidamente do isqueiro para queimar o cartão de identidade e declarar alto e bom som para os seus auxiliares: ''pau nele que ele acaba de dar baixa!'' Autoritarismo pode ser pedagógico.

Big Brother
Um sistema de rastreamento de táxis por satélite vai ser o próximo lançamento de Curitiba: o engenheiro mecânico, Júlio Armstrong, 32 anos, traz a inovação do Canadá, onde estava há três anos trabalhando. Mais segurança, inclusive, porque só o rádio-táxi não basta. Duro vai ser quando o engenho cair no mercado geral: maridos e esposas se frestarão na maior naturalidade.

Bloqueio
Na sexta-feira passada, terceirizados da prefeitura de São José dos Pinhais desenvolviam operações nos canteiros da avenida das Torres e no entorno dos meio-fios. Naquele momento passavam 2 mil carros por hora e foi preciso a intervenção de um tenente PM para evitar que os próprios trabalhadores fossem agredidos tal o bloqueio que impunham ao fluxo dirigido à BR-376.

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