O signo da Ferrovila
Essa prometida invasão das praças de pedágio lembra em tudo as brigadas de camisa negra do fascismo para intimidar e constranger. Seu ponto alto, na primeira gestão de Requião, foi a invasão da Ferrovila para prejudicar um condomínio de classe média do Bamerindus. Tudo com apoio da PM que não fez qualquer intervenção mesmo quando os lonas-pretas acamparam na Boca Maldita para tentar prejudicar a festa de Natal do Palácio Avenida. É a visão primata da luta de classes: invasores contra a classe média, demagogia do ''oprimido'' contra a festa dos ''ricos'', embora feita por órfãos e para toda cidade.
No Paraná a história se repete por absoluta falta de imaginação. Ao contrário do que dizia Marx, corrigindo Hegel, de que se dava primeiro como tragédia e na repetição aparente como farsa.

Credibilidade
No episódio da febre aftosa, embora os argumentos ponderáveis do vice Orlando Pessuti, fica demonstrada a nossa ausência de credibilidade e ''punch''. Não é de agora, mas de nossa história recente. Dá para imaginar o Paraná de hoje pegar uma parada como a da importação do gado indiano dos anos 50, governo Lupion, quando o Triângulo Mineiro em peso conspirava contra e o presidente era Juscelino de notória má vontade com o governador.

Arrependimento
No ataque a Ferrovila estavam Doático Santos, do PMDB, e os petistas Jorge Samek e Ângelo Vanhoni. Depois os petistas recuaram.

Munhoz
Estamos numa fase de fermentação intelectual relativamente a Munhoz da Rocha: além dos livros já lançados há um outro editado pelo livreiro Aramis Chaim e que reproduzirá, com articulação do Luis Roberto Soares, a gama dos discursos parlamentares da maior figura que tivemos no Congresso Nacional. Brilhante o pronunciamento de Suzana Munhoz Guimarães, filha do estadista, um ensaio de prováveis ou improváveis aproximações com iluministas e liberais radicais que apareceram depois da morte do pai. Bento nasceu no mesmo ano que Sartre e Raymond Aron, um existencialista à esquerda e outro liberal.

Portos
Paranaguá não tem ''scanner'' para radiografar contêineres. Itajaí, que é o segundo maior terminal da especialidade do país, já tem um móvel para liberar os cofres de carga mais rapidamente e está adquirindo um fixo para funcionar num porto seco. O equipamento opera como uma tomografia computadorizada. O melhor do desempenho de Paranaguá se deve ao terminal de contêineres, tido como um dos mais completos da América Latina, obra da gestão passada e justamente no fluxo de exportação das montadoras.

Folclore
Mario Petraglia e Giovani Gionédis eram da equipe de Lerner e se engajaram no futebol: o atleticano era o financeiro das campanhas do ex-governador e o coxa branca chegava a fazer a declaração do Imposto de Renda do líder maior. Saíram do fervor da política para as celebrações do futebol. Mario venceu: o time está consolidado como um dos maiores do país e o coxa no purgatório da série B. A vitória da eleição foi merecida e sua tarefa é devolver o time à 1. Lerner e Taniguchi, mais Rafael Greca, são coxas.

Preventiva
Interdito proibitório tenta conter a invasão selvagem das praças de pedágio e busca a mediação do Judiciário, embora a entidade autora, como o MST, por não ter CNPJ (Cadastro de Pessoa Jurídica), se considere de corpo fechado para as agruras da imputabilidade legal.

Memória
Amanhã, 20h30, Cinemateca de Curitiba, lançamento do documentário de Berenice Mendes sobre ''O Brasil de Saint Hilaire'' nos Campos Gerais.

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