LUIZ GERALDO MAZZA
Para não esquecer
Uma das leis mais esquecidas do Brasil (e volta e meia o Ministério Público a suscita para cobrar a exigência de licitação) é muito lembrada pelo mestre Tarso Cabral Violin, professor de Direito Administrativo da Unicemp, a Lei 8666/1994. Tanto que o 8666 é o final do seu telefone celular e também da placa do seu automóvel. Ele lembra, mas os gestores públicos nem sempre.
Lambaris
Volta e meia, e isso desde a primeira gestão lerneriana, se promete o retorno dos lambaris de rabo vermelho nas nascentes do rio Belém. Voltam agora, como das vezes anteriores, anunciando o glorioso feito e que, como sempre, será protelado. Já em Araucária, no Parque Linear, num braço do Iguaçu, ao lado das pontes reinauguradas pelo príncipe Bertrand, pescadores conseguem fisgá-los usando formiga como isca.
Vai ou não vai?
Onaireves Moura dessa vez, depois de tanta denúncia, ainda sobrevive? Além do futebol na lama, o Top Top Avestruz em areia movediça.
Audiência
A audiência pública no Senado sobre os portos do Paraná fica para 2006. No disparo, repactuações no terminal da Petrobras e na Ponta do Félix.
Autofagia
Na série de entrevistas que se sucederam ao noticiário sobre o ranking da violência houve uma do secretário de Segurança interessantíssima ao afirmar que grande parte dos assassinatos de Foz do Iguaçu, terceira do país na relação por 100 mil habitantes, se dá entre os próprios bandidos. Quem sabe uns matando outros acabem anulando o problema.
Maciel
Pescadores da Ilha do Maciel, mobilizados, mas nem tanto quanto os índios avá-guarani que ocuparam o Parque Nacional do Iguaçu, para tentar resistir ao aproveitamento da área pela Aeronáutica. Houve truculência na chegada do grupo precursor. Parecia volta aos anos de chumbo.
Folclore
Eleição de 1965. Para equilibrar a boa situação de Munhoz da Rocha na Capital e Ponta Grossa e no Paraná tradicional a equipe de Paulo Pimentel fez o Jamur Júnior, apresentador do programa eleitoral, entrevistar vários prefeitos. Na vez do Eleutério Galdino da Silva, de Peabiru, Jamur fez o coloquial: Lá na sua cidade não tem pra ninguém? Resposta: Lá é tudo Paulo Pimentel. Jamur retruca: Então não tem oposição? Eleutério replica: Os que não foram s'imbora estão tudo no sumitério. Essa é uma das muitas passagens do livro do jornalista Pedro Washington a ser lançado na próxima semana sobre a política paranaense na história e no folclore.
Federal, sim
Segundo o TC da União, os mil quilômetros de estradas federais que cortam o Paraná e ficam num jogo de empurra pra ver quem responde por elas são, sim, de responsabilidade da União. No caso da BR-476, a União acaba de concluir asfalto entre Bocaiúva do Sul e a divisa de São Paulo na Ribeira. A ligação Araucária-Lapa-São Mateus do Sul-União da Vitória (BR-476, a Rodovia do Xisto) foi tocada por governos estaduais e na gestão Requião o trecho Araucária-Lapa, explorado pela ''Caminhos do Paraná'' foi autorizado a cobrar pedágio.
Sinos
Urbs vai testar o som de um sino em biarticulados para ver se isso reduz o número de vítimas nos pontos negros da canaleta exclusiva, alertando-as. Por que sino? Por causa do Natal? O mugido de uma vaca também serviria e seria uma metáfora contra o governo federal na questão da febre aftosa.





