Vavá, o contato
Ainda insistindo na tese de que o Paraná é esnobado pela União, o que não corresponde a verdade, o governador disse ontem na ''escolinha'' que teria dado instruções a seus secretários da Fazenda e do Planejamento que a partir de agora se dirigissem a São Bernardo do Campo para tratar de assuntos de interesse estadual junto ao irmão do Lula, o Vavá.
Embora despojada de qualquer diplomacia, exigível mesmo em casos extremos de ruptura e declaração de guerra, a beligerância do governador é assim mesmo: teatral, contundente e é evidente que, apesar do tom, não vai irritar o presidente que tem problemas prioritários com os quais se preocupar. Como ela incide numa reclamação improcedente, ainda que o governador tenha razão no que se refere ao acanhamento das verbas para defesa sanitária animal, vai ter uma resposta contundente do PT, mostrando o peso da contribuição da União em várias áreas bem mais importante do que a participação estadual.
Como Requião está suficientemente informado dessa decisão do PT, ao acentuar o desafio visa duas coisas: ou provocar essa resposta o mais rápido possível para a tréplica ou quem sabe, como costuma fazer com aliados e adversários, constrangê-los para a intimidação, o seu forte. Que tem inegável mérito: o de testar o nível de pusilanimidade de pessoas e instituições.

Alerta
Além dos alertas internos, como o que teria ocorrido com gastos na área de comunicação, há a advertência do Tribunal de Contas, início de setembro, de extrapolação de 95% no limite de despesas total com pessoal do Executivo.
Talvez isso esteja pesando no atraso do aumento de 35% dos policiais.

Irmãos
Lula tem o irmão Vavá, Requião o irmão Naná. Semelhança na rima.

Folclore
''No Palácio Iguaçu quem manda é Requião, no Legislativo o Hermas Brandão, no Tribunal de Contas o Hervig. Quem manda na prefeitura de Curitiba?'' Reflexão do Rubinho Ferreira enquanto fisga cocorocas na baía de Guaratuba, seu exílio.

Irritação
O conselheiro Rafael Iatauro fez discurso pesado contra a Lei Orgânica do TC e acusou os deputados de quererem aparecer demais, só faltando usar melancia na cintura (fazer bambolê com a fruta deve ser o máximo). O presidente sugeriu que cada conselheiro desse o seu parecer sobre a lei e que seria enviado ao deputado Hermas Brandão e, na sequência, a Requião.

Polêmica
Um feito inegável de Beto Richa, oposto à moda dominante, o restabelecimento do signo da cidade em acordo com a heráldica e não o personalismo das folhas verdes de Lerner e estrelinhas do Requião. Os símbolos reais desaparecem no naufrágio das logomarcas nem sempre tão identificadoras de gestões. Está aí um ato afirmativo de remar contra a correnteza das acomodações. Marqueteiros e designers não vão gostar, obviamente. Traz a vantagem ainda da polêmica.

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