O aquecimento esperado
A passividade bovina com que parte expressiva da bancada do PT exibia diante do governador Requião, mesmo quando se esmerava em atacar o presidente Lula, vai ser rompida e não apenas pelas ações do deputado André Vargas, presidente da legenda. Críticas ao orçamento estadual não se constituem em fato isolado, mas componentes de um processo que tende a aquecer e a opção pela candidatura própria ao governo está no cerne de tudo isso como a reeleição de Lula.
Documento detalhado, que mostrará o predomínio de recursos e ações da União no Paraná, desmontará o discurso mais recente de críticas ao presidente e exibirá justamente a chocante ausência de qualquer coisa consistente nas ações do governo local.

Estatística
Se a economia no Brasil crescesse na mesma taxa geométrica da corrupção no governo Lula estaríamos já no primeiríssimo mundo.

Barnabé
Ontem, dia do funcionário público, pouco a comemorar: o arrocho estadual atinge a quase todas as categorias. Há umas sem aumento nos últimos 11 anos. O que não impede Requião de se sensibilizar com metalúrgicos das montadoras.

Bancos
A rede bancária da Caixa Econômica e do Banco do Brasil estaria apta para atender demandas com funcionários públicos estaduais como o Itaú? Quem já esteve num desses estabelecimentos sabe que é um drama a lentidão burocrática. Urge programar bem qualquer iniciativa, de médio prazo, para a substituição. Se é que isso é pra valer.

Ruído
As atuações judiciais do governo estadual tem mais ruído do que resultado. Até agora a Justiça não recebeu as denúncias da Operação Empreitada. A primeira foi rejeitada e o Ministério Público a renovou e até agora, pelo menos, não houve acolhida. Isso apesar das denúncias renovadas agora com documentação sobre mãos ''molhadas'' na Sanepar e um suposto nexo que levaria ao pedágio. Tudo para aquecer o compromisso de honra até agora não realizado da campanha eleitoral: aquele do baixa ou acaba. Pelo jeito a via policial é que vai prevalecer. Como a tarifa sobe, baixa-se o pau.

Crise
A Região Metropolitana de Curitiba tem problemas comuns: precariedade na segurança e na saúde. Em São José dos Pinhais o hospital-maternidade-pronto socorro do SUS fechou e a demanda se deslocou para Curitiba. Sem assistência à Saúde, com 328 mil habitantes, conta com apenas três viaturas policiais. Maior drama do atendimento, em fins de semana, é que bebuns e drogados prevalecem, o que prejudica portadores de outras patologias e satura também a polícia.

Folclore
Chico Scorsin, deputado de várias legislaturas pelo Norte Pioneiro, quando prefeito de Assaí, sofreu grande pressão da ''burguesia'' local para afastar a zona do meretrício do centro. Adquiriu área às margens da estrada e as removeu para lá. As prostitutas se vingaram dando o nome ao local de ''Vila Scorsin''.
Essa é uma das passagens do livro de Pedro Washington ''Paraná Político-História e Folclore'' a ser lançado brevemente.

Memória
Pesquisadores do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná andam à cata de material sobre a trajetória do gravador José Peon, argentino que trabalhava em Curitiba, e chegou a ser o maior produtor de medalhas, placas e troféus do país. Acervo relevante é o dos descendentes de Reinhard Maak, desbravador de estudos geológicos e geográficos do Paraná. Um livro dele sobre minérios do Paraná permanece em arquivo sem publicação.

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