LUIZ GERALDO MAZZA
Apropriação indevida
Uma das formas de promoção de governos é a de valer-se de indicadores sociais e econômicos, que nem sempre lhe dizem respeito, como feitos ''seus''. Não é o mercado e muito menos o conjunto da sociedade, que dão a resposta, mas uma conquista do venerável de plantão.
Não há o menor nexo entre uma coisa e outra e, no caso de governos estaduais, os feitos se devem muito mais a fatores externos macroeconômicos, portanto sem uma ligação imediata. Obviamente que o máximo que gestões locais podem fazer é não atrapalhar, o que já se constitui em ganho excepcional.
Se o Estado Provedor acabou, embora existam empresas públicas e de porte, em que nicho estará esse feito? Normalmente a ação de governo, até pelo custo dos tributos e da burocracia, inexistência de infra-estrutura, nem de longe se compara com o desempenho da economia e portanto do conjunto da sociedade.
Yalta
Uma notícia de que o deputado Hermas Brandão se reuniu com o Vanderlei Yensen, do Palácio, e mais o deputado Geraldo Cartário ganhou tal repercussão que dava a impressão de tratar-se de estadistas nas conferências de Yalta e Potsdan que poderiam decidir o destino do universo no pós-guerra mundial.
Conflito
A Associação dos Procuradores do Estado pretende entrar com ação contra o governo pelo fato de haver contratado escritório particular de advocacia para acionar as empreiteiras no caso do pedágio, em função de a administração estadual ter setor competente para o procedimento e que tal iria implicar em prejuízo ao erário.
Sete x onze
O Paraná vence São Paulo: o ''serial killer'' de Almirante Tamandaré com a morte de onze mulheres ganha da queima de arquivo, de sete, de Santo André.
Em obscuridade e comprometimento estamos no ''ranking''. E disparados.
Vacina
A leniência dos governos em relação aos sem-terra é extrema: em determinados acampamentos chegam a impedir a entrada do pessoal da Vigilância Sanitária Animal para vacinação. Aconteceu na Fazenda Sete Mil, no Paraná. É um dos riscos da contaminação. Por sinal que há assentamento próximo do foco da aftosa em Mato Grosso do Sul.
Folclore
Freitas Neto adorava trocadilho. Um dia na redação de ''O Estado do Paraná'', eu o vi receber o delegado regional do Trabalho, Antonio de Paula Filho, que dizia estar ali em missão da Comissão Organizadora do próximo Congresso de Jornalistas. E declarava: ''vim aqui em nome do Jocelyn''. Só que pronunciava ''Jocelan''. O Freitas replicou de bate-pronto ''pois sam''. Afrancesou o sim para acertar-se, eufonicamente, com o visitante.
O nó
Está lá no Centro Cívico para quem quiser ver. O compromisso do governo do Paraná em ''desatar o nó'' do prédio do Fórum, hoje cortado como um bolo de aniversário em quatro andares. A obra não anda. E parou justamente no primeiro governo Requião quando o diretor do Decom, Luis Henrique Bonaturra, entrou em trombadas com o proprietário da Cotelli, hoje falecido, Uahib Tanus. Criar o nó para depois tentar desatá-lo é exercício parecido com o da mulher de Ulysses, o mitológico, que costurava e descosturava, a Penélope, enquanto o esperava do retorno de mais uma aventura.
Sequela
Não se sabe se é sequela da greve dos bancários, mas surpreende, em algumas agências, o nível de ineficiência dos caixas eletrônicos.





