LUIZ GERALDO MAZZA
Tempo de adversidade
O nosso governador tem a virtude de crescer na adversidade. Mostrou-o quando foi cassado pelo TRE na continuidade do episódio Ferreirinha e na intervenção do PMDB nacional no regional. Pois agora chegou o momento de exercer todo o seu potencial de recuperação. Ontem o Tribunal Regional de Porto Alegre derrubou, em liminar, a portaria do DER que abriu as praças de pedágio na Rodovia das Cataratas e restabeleceu a situação anterior com aumento e tudo o mais com o fim de toda encenação e discurseira inócua.
Mas não foi só isso. Anteontem a agência de energia elétrica, a Aneel, derrubou a conquista, via leilão, de uma linha de transmissão entre Cascavel e Foz do Iguaçu no fim do ano passado através do Consórcio Gralha Azul em sociedade da Copel com a Eletrosul. Causa da perda inaceitável para o histórico da estatal: insuficiência de documentação e a circunstância de um dirigente da empresa, que firmou o contrato, estar inadimplente na Receita Federal.
O humor
No ''Mãos limpas'' o governador, ao comentar o vexame da liberação dos presos da Casa de Custódia, teve uma das suas sacadas geniais ao dizer que o lernismo fez de propósito a instituição vulnerável para garantir a fuga da sua turma na hora das prisões provisórias. No imaginário dos que o ouviram pintou o Ingo Hubert, o Campello e mais o Lerner se mandando. Quem não consegue revogar a realidade imagina como aquele general que, ao ser avisado de que as setas do inimigo eram tantas que ocultariam o sol, respondeu: ''combateremos à sombra''.
Rir é preciso
Acumulam-se tantas notícias negativas que é até agradável ver o governador Requião exercendo as suas ''boutades'' na hora das adversidades como a da derrubada do bloqueio à soja transgênica, a de ontem do Tribunal Regional de Porto Alegre pondo fim à ocupação das praças de pedágio da Rodovia das Cataratas e outras que virão. Segue à risca a recomendação do Che Guevara que aconselhava a endurecer-se sem perder a ternura. O humor não deixa de ser uma forma específica, a um só tempo, de ternura e ''fair play''.
Reflexão
Cá entre nós, o PT que produzia medo era bem melhor do que este do poder.
Casarão da UPE
Não é a primeira vez que a mansão histórica, cedida à União Paranaense dos Estudantes, é alvo de vandalismo. Por displiscência dos seus dirigentes houve a transformação daquele prédio, em passado recente, num verdadeiro pardieiro. Na gestão Taniguchi o prédio foi restaurado com o máximo rigor e recentemente cederam as instalações a um Consórcio Social da Juventude para formação de adolescentes (programa Primeiro Emprego) a outras entidades e que deixaram o prédio em circunstâncias lamentáveis além de irregularidades contábeis, estas reclamadas pela própria Upe e ONGs.





