LUIZ GERALDO MAZZA
Caixa 2
Antes eram as contas de campanha do Cassio Taniguchi, que por causa de uma desavença empresarial voltou a ser enfocada. Já tínhamos as denúncias de Londrina, também relativas ao PT, e insinuava-se que a qualquer momento estourariam as dos pleitos de Curitiba, Ponta Grossa e Maringá.
Como está criada a defesa prévia, da inevitabilidade desse artifício em campanhas eleitorais, como uma espécie de dirimente radical, também é ainda possível que nem sempre tais denúncias estejam comprovadas e sirvam apenas para manter o ''misturador de vozes'' em uso no campo nacional.
Assim, além dos abusos como o emprego dos terceirizados da Refinaria de Araucária para ajudar na decisão do PMDB que defendeu a aliança na base do Ângelo Vanhoni na cabeça, qualquer revelação nova alcançaria internamente, por osmose e vaso comunicante, o partido do governador. Se o próprio Duda Mendonça andou por aqui dá para ter uma idéia de como o pleito local era estratégico para o PT.
Concorrência
Se a escalada de roubo de carros continuar na mesma em Curitiba (oitenta só no fim de semana) tenderá a ganhar da produção automotiva assim que pintar a primeira crise no mercado.
Trapalhão
Ainda não há biógrafos de Zé Dirceu, mas o que Roberto Pompeo de Toledo e o Mário Sérgio Conti disseram dele é de que não passa de um trapalhão: organizador do Congresso da UNE em Ibiúna que deu em ''cana'' geral; aparelhador do Molipo em Cuba (Movimento de Libertação Popular) cujos integrantes foram presos e mortos antes de iniciarem a ação supostamente guerrilheira e a principal a condição de operador maior do governo Lula que deu nessa cloaca máxima que aí está.
Outra via
A outra via, isso é o novo caminho (e sem pedágio), que Requião pretende defender como saída ao país, não é de autoria do seu interlocutor permanente, o Carlos Lessa, mas do Cesar Benjamin, fundador do PT, que já esteve brilhando na ''escolinha'', e que se referiu ao fato na última edição de ''Época''.
Quebra-mola
Curitiba manteve sua tradição de ''quebra-mola'' das crises nacionais: isso deu para perceber na rejeição da presença do ministro Paulo Bernardo para representar o campo majoritário, mais especificamente Tarso Genro, no encontro do PT. Ontem, Tarso tirava o time de campo e a causa obviamente está em José Dirceu e na sua resistência em sair da chapa do campo majoritário.
Folclore
Quando anunciaram que finalmente o governo federal providenciaria uma devassa poucos imaginaram que se tratasse, outra vez, da cafetina e suas garotas.
Única chance
Por incrível que pareça a única chance de o PT evitar uma hemorragia, ou melhor, evacuação dos seus quadros seria a derrota do campo majoritário e o predomínio de uma das facções radicais na próxima eleição interna.
De novo?
A APP-Sindicato comemora hoje, outra vez, o ataque da PM aos professores em greve no governo Álvaro Dias. Logo agora quando o senador se mostrava um atleta no papel de promotor contra a roubalheira nacional. Lerner venceu a eleição de Alvaro pelo apoio do professorado que ia aos comícios e ficava de costas para o palanque, e também pela divulgação pelo Samek da planta do apartamento mais novo do candidato num debate eleitoral. Faria melhor a APP se trouxesse coisas do governo atual como abandono de unidades escolares como o ginásio estadual do Boqueirão e da maquiagem nos orçamentos da educação.





