LUIZ GERALDO MAZZA
Testemunho é prova
Segundo o criminalista Renê Dotti, testemunho já é prova. E cita o caso das afirmações de Roberto Jefferson que o governo tentou desqualificar sob o fundamento de que não eram acompanhadas de provas materiais. A sequência dos acontecimentos mostrou que as denúncias eram indícios que permitiram o raio xis nas instituições apodrecidas, a cloaca máxima dos romanos.
Na verdade há quem diga que a prova testemunhal é a prostituta das provas, notadamente quando é única. Aí outro brocardo jurídico o do ''testemunho único, testemunho nulo'' ou ''testis unus, testis nulus'' o ratifica.
Bem, fazendo um trocadilho, é possível que entre a prostituta das provas e as provas da prostituta, a cafetina mor de Brasília, estas prevaleçam.
Eixo
Há um zumbido por aí que a moleza da prefeitura de Curitiba pode render pagamento de taxas de permanência e perda da grana para o Eixo Metropolitano.
Deslumbramento com o poder anestesia.
Pipoqueiro
Há uma campanha no Brasil, promovida pelo provedor da Internet IG, em que nos volantes aparecem, estilizadas, as casas do Congresso e com o alertamento ''Diga não à pizza!''. Detalhe: a IG é de Nizan Guanaes, o ex-adverso de Duda Mendonça na campanha eleitoral. Vingança de pipoqueiro.
Padrão
Greve momentaneamente descartada, os policiais civis dão continuidade à sua ''operação padrão''. Há vazamentos como o que frustrou a ação contra a ''boca do luxo'' do lenocínio protegido. Os bacanas souberam e fecharam os mocós. Há outras indicações em estudos para criar constrangimentos aos políticos ligados ao submundo ou protetores eventuais de contraventores. Só que atacar o jogo do bicho é crueldade: esse pessoal anda com as calças na mão.
Dez culpas
Agora é o PT que pede desculpas. Não pelas dez culpas, porque passam de mil.
Segurança
Uma das curiosidades da última ''escolinha'' foi a perspectiva que Garotinho abriu para que se fizesse estudo analógico entre o que o Rio e o Paraná fazem em matéria de segurança.
Amostra
A truculência marcou o andamento da autarquização da Emater com o governo pondo em campo o chefe da Casa Civil, Caíto Quintana, e o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda. Dá para imaginar o que serão capazes de fazer na audiência pública ''à brinca'' sobre o Porto. Só que na verdadeira, a que ocorrerá no Senado, não haverá lugar para esse primarismo. E aí a gestão temerária dos portos ficará mais do que escancarada.
Folclore
Lula se disse traído, mas dá para perceber que o Macaco Simão tem toda razão quando afirma que ele parece distraído.
Museu
Duas fontes importantes, via Lei Rouanet, vão irrigar o Museu Oscar Neimeyer: as estatais Copel e Sanepar se transformarão em Mecenas fundamentais com seus pretendidos resultados positivos de orçamento. Governo atual evitou cobrar R$ 300 milhões que a Copel tinha em relação à Anatel. Tanto que Guilhobel Camargo chegou a entrar com ação popular para que a estatal buscasse aquela grana que agora está atrás para mostrar um resultado que não desejou anteriormente e assim exibir balanço menor da gestão anterior.
Protesto-pretexto
Passeata a favor como essa da UNE é mais pretexto do que protesto.





