LUIZ GERALDO MAZZA
Dá-lhe, Requião!
A principal declaração do governador Requião, ontem na ''escolinha'', foi a de que se dispõe a ir ao Senado para discutir o decreto legislativo na Câmara Alta que abre espaço para a intervenção temporária nos terminais paranaenses. Embora haja preliminares aqui no debate entre o deputado federal Ricardo Barros e o superintendente do Porto, Eduardo Requião, e a tal da audiência pública sugerida por Hermas Brandão na Assembléia Legislativa, que será extremamente prejudicada se o espírito de claque a contaminar, existe ainda a hipótese de uma auditagem pela Procuradoria Geral do Estado para apurar a procedência dos itens denunciados por órgãos federais, aí incluído o Tribunal de Contas da União.
Ideologizações como a da privatização, facilmente desmascarável tanto quanto a da federalização pelo fato de os portos brasileiros serem federais, não terão eficácia numa audiência no Senado porque ali pesarão fatores técnicos, incluindo aqueles municiados pela Capitania dos Portos. O pior é que Rafael Greca está afirmando que tanto Lula quanto Zé Dirceu são cúmplices no suposto superfaturamento e contra o qual teria resistido o governador. Atacar os dois petistas numa hora em que estão acuados é dose pra mamute.
No Senado, Requião terá oportunidade de mostrar detalhes da conspiração das multinacionais e dos interesses privados com argumentos menos passionais.
Trocadilho
Soraya é o soro que faltava às investigações do Caixa 2 em Londrina?
Neoliberalismo
Problemas circulatórios nas hemorróidas, mais um feito do neoliberalismo.
Renúncia
Depois do Costa Neto, a preocupação é saber quem sobra para apagar a luz.
Acordo
Acordo entre governo e oposição é tão possível como blefe de todos no pôquer.
TV assembréia
Além dos deputados, única audiência, ninguém se queixou sobre o corte nas transmissões da TV do Legislativo estadual. Obviamente, o dono do Canal 21 quer receber por essa gentileza. Aos que gostam, a lembrança da máxima do Stanislaw Ponte Preta: ''Pra quem aprecia jiló, urubu é colibri''.
Antonina
O Tribunal de Contas considerou irregular a prestação de contas de auxílio recebido pelo município da Fundação Caetano Munhoz da Rocha na importância de CR$ 2 milhões 398 mil e 498 cruzeiros e 75 centavos, em 1990, e obrigou o ex-prefeito Leopoldino de Abreu Neto ao recolhimento de CR$ 1 milhão, 350 mil cruzeiros. Cópias ao Ministério Público para outro procedimentos. Conversão de moeda, de cruzeiro para real, é mais fácil que converter prefeito.
Folclore
Benedito Valadares, figura traduzida como uma espécie de Mendonça Falcão de Minas, estava com um problema na vista, um terçol, segundo o médico. Daí ao vê-lo um correligionário perguntou o que tinha.
Terçol na vista.
Terçol na vista é pleonasmo, redundância.
Não é nem pleonasmo e nem redundância. É terçol mesmo!
Superlativo
Um dos absurdos ditos por nosso governador para enfatizar a politização do caso do Porto, é que o superfaturamento pretendido de R$ 230 milhões é mais importante do que a questão dos ''mensalões''. Na verdade o projeto ia muito além do cais oeste e tratava simultaneamente da dragagem em vários pontos do Canal da Galheta e reparos nos berços de atracação.





