O linchamento
Fazia tempo que não tínhamos um linchamento. Um motorista de caminhão, na Barreirinha, que queria ligar o veículo no tranco, na banguela, e matou uma família, esmagando-a no interior de um automóvel, foi executado no local.
Vivemos uma época de denuncismos e de linchamento moral e físico. Há nas pessoas uma predisposição para isso no cenário psicossocial em que, de um lado, a sociedade é mais informada e, por isso mesmo, mais manipulada porque nada de fato acontece para extinguir o clima de impunidade. Especialmente no trânsito se vive esse clima paroxístico.
Em Curitiba, praticamente no mesmo dia, um jovem se dizendo figura importante do governo (o que não era verdade), provocou quase uma tragédia e se recusou a fazer a prova do bafômetro. A melhora de conceito jurídico, diante do motorista temerário, ao enquadrá-lo como autor de crime doloso e não culposo pouco adiantou.
O trânsito, nas cidades e estradas, é um Vietnã. Todavia, alvo de demagogia como a de sinalizar os radares, esquecendo que essa boa intenção gera aumento médio da velocidade e, consequentemente, de acidentes. Tudo o que for preciso fazer para reduzir essa contingência sinistra deve ser adotado e sem qualquer tipo de cortejamento aos atores do trânsito.

Férias
Coluna social anunciou que Beto Richa e a família entram em férias e que Luciano Ducci, o vice, acaba de retornar das suas na Europa e vai assumir. Pergunta-se: divulgar isso é positivo, é transparência ou férias precoces?

Bicho
Lembram-se do primeiro governo Requião? Detectada a presença dos chefes do jogo-do-bicho cariocas no Centro Cívico (Miro, capitão Guimarães, Castor de Andrade), que pretendiam o nosso ''mercado'' e consolidar o cassino de um deles em Foz do Iguaçu, Requião deflagrou ''A grande festa'' que foi em cima dos bicheiros caturras na marcação homem a homem. Delegados tinham cotas de prisões e audiências diárias de cambistas, banqueiros e apostadores.

'Escolinha'
O convidado de hoje da ''escolinha'' é Germano Rigotto, governador gaúcho. Como Requião, listável na condição de presidenciável. A linha mais recente de chamar gente que não tromba diretamente com Lula é mais aceitável. Rigotto é, sabidamente, um craque em reforma tributária.

Equilíbrio
Sempre há ao lado de um bêbado um equilibrista, como na criação de Aldir Blanc (letra) e João Bosco. Também na política.

Folclore
Quando há convidados de fora, o governador não faz piadas ácidas com os seus secretários e auxiliares nos encontros do Museu, o que é um conforto para todos, que jamais saberiam quem seria o escolhido para a espinafração. O fato é que há áulicos que adoram admoestações. Na gestão Ney Braga havia um que ficava feliz quando o governador lhe arremessava algum objeto. Exagera-se na história de um puxa-saco que levou um pontapé no traseiro e não se ''michou'', dizendo que não queria exagerar, mas a canhota era mais forte do que a do Rivelino e a do Jair da Rosa Pinto e a direita batia a do Nelinho, do Cruzeiro. Bajulador vira inseto, lesma e larva, mas não se descontrola.

Reflexão
Se o governo estadual perder a briga com a El Paso a Copel se salva? Contagem regressiva, no foro arbitral em Paris, é para o início do segundo trimestre de 2006, fase aguda da campanha política.

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