Alternativa social democrata
O Brasil é o país dos mimetismos em matéria política e um dos maiores está na social democracia. Exemplo disso é o PSD, criação de Vargas como o PTB, e o PDS, que sucedeu a Arena dos tempos de chumbo. Nomenclatura, embalagem, sem qualquer conteúdo com a designação que viera da alternativa européia em função da revolução bolchevista para uma saída diferenciada do liberalismo clássico, sem confundir-se com o Estado Policial do ''socialismo realmente existente''.
O PSDB, que não passa de um PMDB encabulado, é a social democracia sem sinal de trabalhadores e obreiros, como é encontrável nas siglas européias. Já o PT é realmente, embora o delírio do marxismo de compota que imaginava uma solução socialista para um país complexo como o Brasil, o nosso melhor partido e o mais apropriado a perseguir esse ideário.
O PPS, que se autoproclama ''socialista'' e popular, é um eufemismo adequado para superar a memória do antigo PCB. Tão diferente, semanticamente, daquele que até tem tráfego nos jogos de golfe do Graciosa Country Club, em que alguns do passado gostariam de fazer uma experiência de reforma agrária. E o PTB atual que nada tem de trabalhista e que conservou o lado mais pegajoso do anterior no populismo e no fisiologismo desbragados e que aparece hoje no olho do furacão da crise brasileira com a arte oratorial de Roberto Jefferson.
Já o PFL, PDS e Arena encabulados, repete a sua função de ''liga'' no processo brasileiro, papel antes exercido pelo PSD, nas suas alianças com o PTB e que garantiram a vitória de Getúlio Vargas e a de Juscelino e ainda a condição de Jango como vice de Jânio Quadros.
Todos esses partidos sempre tiveram como exceção, jamais como regra, quadros que permitiam a existência de um setor capacitado a refletir as questões brasileiras. Condicionados ao tempo, isto é, às circunstâncias, foram atores de momentos importantes como o da construção da Constituição de 1946, que trouxe avanços como o da participação nos lucros, o usucapião ''pro-labore'' bem mais real do que as proposições de reforma agrária e a Lei Anti-Truste de Agamenon Magalhães, traduzida hoje na atuação do Conselho de Administração Econômica.
Tem razão Tarso Genro em argumentar que o PT é como mediador social uma peça indispensável para evitar que caiamos em ''anomia'', algo como a Colômbia. É verdade, no entanto, que muitos do PT acreditam que podem fazer da anomia a onda para surfar. Esses estão mais perto do fascismo, ainda que se proclamem socialistas e de esquerda. É a fatalidade do nosso mimetismo.


Solidária

A Adepol (Associação dos Delegados de Polícia) comemora, em 10 de agosto, 47 anos de existência e vai produzir um documento, através de vários eventos, em que sustentará a doutrina de uma polícia solidária com visão mais social do que criminal.


Folclore

Ao expulsar o bispo-deputado João Batista, o PFL deu uma lição no PT de eficiência e rapidez, de desforço imediato, para evitar desgaste. Já o PT se enrola a cada descoberta de ''chuncho'' até porque cultivou essa fantasia de ''patrimônio ético'', coisa mais vaga do que nuvem mineira. Mas o PFL, quando é vidraça, age de outra forma como fez quando sua pré-candidata presidencial, Roseana Sarney, então governadora, foi flagrada em empréstimo irregular (o caso da Lunus) e fingiu que nada viu e ouviu.


Municipalização

Por que os portos não podem passar aos municípios de Paranaguá e Antonina? É uma alternativa possível. Vide o caso paradigmático de Itajaí (SC).

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