Desenlace esperado
Até hoje, como o próprio presidente da República declarou, ele foi resistente a qualquer pressão ministerial para devolver os portos do Paraná à União, a despeito dos dossiês da Antaq e do Conselho da Autoridade Portuária bem como de operadores do terminal e exportadores de um modo geral. Tudo se firma, porém, na notória afetividade do presidente pelo governador paranaense, em favor de quem foi decisiva a sua participação no segundo turno.
O fato é que o acúmulo de problemas levou a Comissão da Agricultura da Câmara Federal a fazer tramitar um decreto legislativo em favor dessa devolução, na verdade uma espécie de ''intervenção'' na forma como se dá a gestão no Porto. E ontem, por unanimidade, e pelo prazo de três meses, foi decidido o decreto e que agora vai a exame do Senado.
Como Requião cresce na adversidade, seu ecossistema de escolha, dá para esperar a sua reação e que coincidentemente se dá num momento em que retoma suas críticas mais pesadas à administração de Lula e se coloca, e com muita veemência, junto a outros colegas governadores, contra a adesão do PMDB ao governo federal e pela desfiliação dos que aceitarem ministérios. Há muito de oportunismo nessa resistência, pois o PMDB tem sido um parasita dos governos, à exceção do de Collor, e o fisiologismo supera o grupo dos doutrinadores.

Áulico
Um eufemismo brando é usado para definir o puxa-saco: áulico. Sua forma mais radical é a de quem bajula o chefe até fora do expediente sem direito algum a hora extra.

Navios
O Paraná vai ficar, depois do decreto legislativo que devolve os portos ao controle da União, a ver navios?

Pegadinha
A boa memória do senador Alvaro Dias levou o publicitário Marcos Valério ao maior constrangimento quando fez referência à movimentação de suas contas nas CC-5 do Banestado. Marcos Valério foi glacial, algo como a parte visível de um ''iceberg'', a menor, pois a imensamente maior está submersa.

Mosqueteiros
Há pelo menos três conselheiros do Tribunal de Contas que possuem rádios e que recebem recursos publicitários do governo. Algum deles ousaria glosar alguma dessas faturas? E existem ainda os deputados donos de rádios.

Maldade
Corre na Internet em cima do baixo astral da hora: ''O PT é um partido orientado por intelectuais que estudam e não trabalham, formado por militantes que trabalham e não estudam e comandado por sindicalistas que não estudam e nem trabalham''. O exagero da generalização deve ter um sentido pedagógico tal qual se dá em efabulações anedóticas.

Folclore
Paraguai vai permitir a invasão do país por tropas americanas. Aí o Paraguai declara guerra aos ''Esteites'' e o maior temor é de que leve a melhor. No Brasil há pessoas tão pessimistas em termos patrióticos que acham que se, isso se desse por aqui, correríamos o vexame de os invadidos aplaudirem os invasores. É a baixa estima decorrente do corpo institucional em septicemia com as CPIs.

Papel
A URBS programou para seis meses a compra de 210 fardos de papel higiênico, 2.100 fardos de papel toalha descartável e 2.400 fardos de papel higiênico rolão. É papelão para ninguém botar defeito.

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